Mostrando postagens com marcador Saude. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saude. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Artroplastia total de quadril 2 - A conversa continua aqui.


Este blog tem se transformado em uma espécie de ponto de encontro virtual para pessoas que estão vivenciando as dificuldades de uma cirurgia para colocação de próteses no quadril.
Temos recebido muitos comentários, concentrados principalmente neste post. Hoje pela manhã contamos 201 intervenções. Na minha opinião, um verdadeiro sucesso de público e audiência...(rsrs)
Estamos praticamente formando uma "comunidade".
Não existem aqui especialistas médicos no assunto. Nós somos os próprios pacientes (às vezes impacientes), interessados em compartilhar experiências pessoais, descobertas e informações úteis, pré e pós cirúrgicas.

Para aliviar o primeiro post que escrevi sobre a Artroplastia de Quadril a que me submeti há quase um ano, achei conveniente abrir esse novo espaço para comentários.  Vamos ver se pega. Muita gente tem se assustado com a quantidade de coisas que tem para ler no outro post e desiste.

É uma continuação de conversa. Quem não quiser pegar o bonde andando e preferir se inteirar de tudo o que já foi dito no blog, pode começar por aqui, depois aqui, aqui e aqui.

Vou inaugurar o espaço com o e-mail que recebi do Luis Fernando, e já nasce com perguntas e respostas.

Inicialmente gostaria de parabenizar a Josie pela ideia do blog, pois realmente temos um déficit muito grande dessa disucssão entre pacientes.

Meu nome é Luiz Fernando, 29 anos, e estou na minha 5 semana de artroplastia total do quadril com prótese não cimentada, em função de um desgaste por artrite reumatóide juvenil e gostaria de saber de vcs algumas informações sobre:

1. Dores no joelho; (tive dores insuportáveis no meu joelho);

2. Deni, quem é o seu médico em Porto Alegre?

3. Meire, não sei se vc fez a sua cirurgia, mas tb me tratei no Sarah de Brasília e a opnião médica era a mesma. Cançado dessa opnião procurei diversos médicos em Brasília e parti para SP no renomado instituto Cohen. Resultado que me levou a fazer a prótese:

a) Sou jovem, e quero qualidade de vida agora, não daqui 40 anos;

b) As próteses hoje duram de 20 a 30 anos;

c) Daqui 20 anos, teremos tecnologia para revisão de prótese muito mais avançadas do que hoje;

RESULTADO FINAL

1. Estou na minha quinta semana de PTQ, feliz da vida pois ja consigo fazer movimentos jamais feitos antes..... boa sorte....

4. Edna, vc saltou de para-quedas? Antes ou depois da prótese? Teve algum problema?

5. Pessoal por fim gostaria de saber como vcs procederam para alcançar melhores resultados. Hidroterapia? Fisioterapia? Quantas vezes por semana? Outras atividades físicas?

6. Recomendações de movimentos e atividades que vcs nunca mais poderão fazer.

7. Meu médico me disse que com 45 dias de cirurgia já vou andar sem nenhum apoio. Será?

DEPOIS VAMOS POSTAR UM CONSOLIDADO DAS RESPOSTAS NO BLOG.

Obrigado desde de já a todos e boa sorte.

Luiz Fernando
=======================

A primeira resposta, da Deni, inaugura a sessão de comentários.

===================

Atualizando:
16/Nov/2012

Novos comentários sobre esse assunto estão sendo recebidos no post “Artroplastia Total de Quadril 4 - Cartas dos Leitores”. 
Este espaço aqui já está muito cheio. 

O link é 
http://seguindoadiante.blogspot.com.br/2012/11/artroplastia-total-de-quadril-4-cartas.html

Um beijo.



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

58 centímetros


Acabei de ler uma matéria no site da revista Super Interessante que me deixou arrepiada: poltronas de avião podem diminuir ainda mais.

Parece impossível, mas estão tentando reduzir em 25% o espaço existente entre uma poltrona e outra. A distância entre as filas passaria dos atuais 80 centímetros praticados na classe econômica para 58 centímetros.


Seis pessoas nesse tapetinho!

Dizem que, além do espaço físico, poderiam ser igualmente reduzidas as tarifas aéreas, a quantidade de vôos programados pelo mundo afora e as taxas de emissão de gases causadores do efeito estufa. Pois sim!

Em contrapartida, todos viajaríamos quase de pé, como no metrô na hora do rush. Ou numa espécie de lata de sardinhas voadora. Futuramente, com o desenvolvimento da tecnologia, numa lata de sardinhas voadora e biodegradável.

Os criadores do produto dizem ser possível fazer viagens de até três horas de duração nesses assentos, sem problema. Duvido. Mas é melhor não duvidar. A criatividade das companhias de baixo custo parece não ter limites.

Uma dessas companhias, a irlandesa Ryanair, estabeleceu em 10 kg e um volume com as medidas padrão a franquia de bagagem permitida para cada passageiro. Bolsas, laptops, máquinas fotográficas, sacolinhas de freeshop e o escambau devem caber dentro desse único volume de 10 quilos. Os lanches, há muito tempo são cobrados à parte. Atualmente estudam a viabilidade de abolir a figura do co-piloto e de cobrar à parte também o uso dos banheiros de bordo.

Eu descobri outro dia que estou sofrendo conseqüências de uma viagem realizada há quatro meses. Uma lesão no nervo ciático vem sendo atribuída ao fato de ter ficado um bocado de tempo espremida numa cadeira de avião. Não chega a ser a síndrome da classe econômica, mas poderia ter sido evitada se eu tivesse viajado na executiva.

Fazer o quê? Uma passagem de executiva custa o triplo do preço e eu não tenho essa bala toda. Por enquanto vou aproveitar o que posso. Pelo visto, vai piorar.

================

Recebi o Sedex com meu passaporte visado. Já posso voltar a NY!


================

Update:  Para ilustrar melhor o assunto, segue a contribuição de um leitor enviada por e-mail. Obrigada, Maurílio.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

[Falta de] Saúde Pública


De todos os posts deste blog, o líder absoluto de visitas e comentários é um que escrevi em 14/01/2010 sobre a Artroplastia total de quadril a que me submeti em Novembro do ano passado.

Já recebeu mais de 130 comentários, até agora.

A maioria são relatos de dramas pessoais, expectativas, medos, inseguranças, experiências que só quem passou por elas consegue compreender em sua verdadeira dimensão.

Um assunto é recorrente: o descaso das instituições do sistema de saúde pública com as necessidades das pessoas que a elas recorrem na busca de soluções para patologias muito dolorosas.

O depoimento a seguir ilustra muito bem a situação:
"Olá... me chamo Wilson, tenho 39 anos, moro em Curitiba e há 4 anos estou com necrose bilateral nas cabeças de fêmur, e há dois anos estou sendo tratado por um médico do SUS no Hospital Evangélico, que sempre me diz que sou muito novo para essa cirurgia de prótese total de quadril... o que é mais agravante é que nem consigo me movimentar mais, nem durmo... só sinto dor, esse mesmo médico que por questões óbvias não vou citar o nome... nunca me receitou um remédio para dor, tive que pedir isso a um farmacêutico de confiança, para aliviar pelo menos as dores e poder fazer o básico, apesar de ser tudo muito difícil. Vendo o blog e lendo os depoimentos vi que não sou o único. Agora a 10 dias atrás resolvi pedir uma segunda opinião a outro médico do SUS, que falou que isso é caso para cirurgia e bem rápido, pois não tenho mais as cabeças de fêmur... então amigos imaginem a dor...
Só passei aqui para contar este caso e falar que esse site é de grande valia para nós que estamos ferrados nas mãos dos médicos do Governo, que tanto roubam... e nada fazem, mas tem alguns que são éticos e cumprem o tal juramento que fizeram... no caso do meu antigo médico é só dinheiro o interesse dele...

Um grande abraço a todos e parabéns pelo blog"
A minha experiência pessoal corrobora o que o Wilson relatou. Ouvi de um médico do Hospital Sara Kubitschek de Brasília, tido por alguns como instituição de excelência, que eu era portadora de uma “patologia crônica progressiva” com recomendação de cirurgia no caso de dores fortes. Como as dores que eu sentia na época foram por ele classificadas na categoria de “moderadas”, eu teria de esperar até elas se tornarem fortes para, só então, receber a indicação de cirurgia.
- E passe muito bem. Próximo ...

São várias as deficiências do sistema de saúde pública:

1 - Adoção indiscriminada da política do “enrolation”. Pessoas com dores severas e artroses de grau elevado não recebem indicação cirúrgica sob a alegação de que ainda são muito jovens para receber uma prótese.

2 - As próteses que costumam ser utilizadas são as mais baratas, i.e,. de baixa qualidade, tecnologia superada e pouca durabilidade. Isso leva os médicos a postergarem a cirurgia, até que a expectativa de vida do paciente seja inferior à vida útil da prótese. A substituição de uma prótese, embora possível, é problemática.

3 - Não são adotadas quaisquer medidas paliativas, como acompanhamento ambulatorial, fisioterapia ou prescrição de analgésicos. Existe um preconceito muito grande contra o uso prolongado de analgésicos e, como “pimenta nos olhos dos outros não arde”, as dores são solenemente desconsideradas e tidas como inevitáveis.

4 - Mesmo depois de prescritas, o agendamento de cirurgias eletivas beira a “missão impossível”. Já teve até médico que disse que o SUS havia “suspendido” essas operações. Para quem quer ter uma idéia do absurdo, é mais ou menos como se o SUS suspendesse indiscriminadamente os partos por cesariana.

O fato é que estamos mal. Quem tem convênio ainda tem chance, porque uma artroplastia total de quadril, como deve ser feita, custa caro. Pouquíssimas pessoas podem arcar com essa despesa.

E o pior de tudo é que não vejo luz no fim do túnel. Com tanta roubalheira por aí e inversão de prioridades nas políticas públicas, é mesmo para dar adeus às ilusões.

sábado, 26 de junho de 2010

Artroplastia... (7 meses depois)



Quando escrevi aqui no blog um post sobre a artroplastia total de quadril a que me submeti em novembro, não pensei que fosse atrair tantos visitantes interessados no assunto.

Na verdade, esse post tem sido o campeão de audiências, com 87 comentários até hoje, sem contar os e-mails trocados em particular.

Acho que já está na hora de um up-date.

Depois da cirurgia encarei muito seriamente o programa de recuperação. Comecei a fisioterapia ainda no hospital , fiz hidroterapia, pilates, antiginástica e hidroginástica, até conseguir trocar o andador por muletas axilares e depois por uma bengala comum. Todo dia.

O primeiro mês foi o mais difícil, por causa da falta de autonomia. Ainda sem poder me apoiar na perna operada, precisei de “motorista” para me levar à fisioterapia, de alguém para me buscar um copo de água, de ajuda para as coisas mais comezinhas do dia-a-dia. É difícil carregar um objeto de um lado para outro (um livro, por exemplo), quando se tem as duas mãos ocupadas pelo andador ou pelas muletas. A insegurança bate feio, sem falar que o andador é muito cansativo.

Depois do primeiro mês pude dispensar uma das muletas e voltar a dirigir. A vida melhorou muito.

Quatro meses depois já me sentia ótima. Em abril fui fazer uma viagem de sonho, há muito tempo idealizada: Índia, Nepal, Tibete e Butão. Levei a bengala, por via das dúvidas. E usei. Foram trinta dias. Em alguns momentos a exigência física foi grande, como na subida da escadaria do Potala, em Lhasa, cidade a 4 mil metros de altitude, que desci depois debaixo de vendaval com direito a chuva de granizo. Mas me saí bem e no geral tudo correu tranqüilamente. Uma certeza: antes da cirurgia eu não teria condições de aproveitar aquela viagem.

Quando voltei para casa não retomei o programa de exercícios. No fundo foi picaretagem, mas eu tinha mesmo pouco tempo para engrenar alguma coisa, já que estava com nova viagem planejada para o finalzinho de maio. Dessa vez fui a Portugal, Inglaterra e Irlanda (depois eu conto), e não levei a bengala. Foi cansativo, mas foi bom. Vinte dias, cheguei domingo passado, bem na hora do jogo do Brasil com a Costa do Marfim.

No resumo da ópera, estou quase boa. O condicionamento físico ainda precisa melhorar, e o tendão de aquiles do pé direito dói bastante quando ando muito. É o que tem me incomodado mais. A perna ainda incha um pouco e sinto uma espécie de formigamento difícil de descrever. Mas nada se compara aos desconfortos de antes. Nem de longe.

Só posso dizer que valeu a pena. Se soubesse que seria tão bom, teria feito antes. E o futuro a Deus pertence.

=================

Em tempo: Ainda não consigo cortar as unhas do pé direito.

quarta-feira, 17 de março de 2010

PNB

Acabo de levar um pé-na-bunda do meu personal trainer. Está sem tempo, vai fazer cursinho preparatório para concurso público. Até interrompeu o doutorado. 
Caramba... logo agora, que encerrei o capítulo da fisioterapia e só tenho 15 dias para  me preparar para o Himalaia.
Puxaram minha escada.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Hidroterapia

Segunda-Feira:

1 - Andar para a frente (5 minutos)
2 - Andar de costas (5 minutos)
3 - Andar de lado, ir e voltar (5 minutos)
4 - Alongamento da panturrilha (contar até 20, repetir três vezes para cada perna)
5 - Alongamento da perna esticada, usando o espaguete como auxílio (contar até 20, repetir cinco vezes para cada perna)
6 - Flutuando com o espaguete, abrir e fechar as pernas esticadas, com caneleira de peso (5 minutos)
7 - Flutuando com o espaguete, mover as pernas esticadas para cima e para baixo, com caneleira de peso (5 minutos)
8 - Flutuando com o espaguete, movimentar pernas e braços simulando corrida, com caneleira de peso (5 minutos)
9 - Equilibrar a prancha sob o pé direito, movimentando para frente e para trás (5 minutos)
10 - Agachamento com bola entre os joelhos (contar até 20 e levantar, repetir dez vezes)
11 - Exercício sobe e desce para o fortalecimento da panturrilha, uma perna de cada vez (três séries de 20 vezes para cada perna)
12 - Pedalar na hidrofit ( 5 minutos)
13 - Pisar no espaguete (dois espaguetes), dobrar o joelho e esticar a perna (três séries de 15 para cada perna)

Terça-Feira:

Mesma coisa

Quarta-Feira:

Mesma Coisa

Quinta-Feira:

Mesma Coisa

Sexta-Feira:

Mesma Coisa

.....

Ai, ai...

====================

Desenhando:





quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Getting better all the time


Ficar de pé, com os pés paralelos e juntos, joelhos esticados.
Anteontem tentei e não consegui.
Hoje foi fácil.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Antiginástica

Foi em Porto Seguro, no início dos anos 80, época em que a cidade ainda era pródiga em belezas naturais e qualidade de vida, que ouvi pela primeira vez alguém falar em “antiginástica”.

- É uma beleza, me dizia uma prima meio riponga. A gente vai desmanchando os nozinhos de tensão acumulada, o corpo vai se soltando e termina liberando também todas as neuroses que causaram os tais nozinhos.

Eu, que sempre fui chegada a um esquema alternativo, desde então acalentei a idéia de, um dia, experimentar essa tal de antiginástica. Só pelo nome já estaria valendo a pena, se não fosse por outros méritos.

Antiginástica é um método de reeducação corporal, desenvolvido na França por uma fisioterapeuta chamada Thérése Bertherat. A idéia é que, durante a vida, maus hábitos de postura, padrões de personalidade, reações emocionais, etc, provocam o desalinhamento da nossa estrutura ósseo-muscular, causando dores, encurtamentos, atrofias e toda sorte de problemas. Por meio de movimentos pequenos, precisos e criativos, a antiginástica facilitaria o desenvolvimento da consciência corporal e do auto-conhecimento, para que o corpo reencontre o eixo perdido e recupere harmonia, força, flexibilidade e equilíbrio.

Thérése escreveu vários livros, mas até agora eu só li o primeiro, “O Corpo tem suas Razões”. Nele, relata casos de pessoas que tiveram reações emocionais muito fortes quando começaram a praticar os movimentos propostos. Há poucos meses descobri uma “professora” perto de casa e resolvi que estava na hora de tentar a prática dessa teoria. Tive a primeira aula ontem. Normal, mas à noite custei a pegar no sono.

====================

A Antiginástica tem um site oficial, para quem se interessar. Thérése vem ao Brasil em março.





segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Em recuperação

Tenho muita admiração por quem consegue escrever livremente em um blog sobre as suas emoções. Eu não consigo. Principalmente sobre aquelas que habitam o “dark side”, tidas como pouco adequadas aos ambientes sociais. Me refiro às inseguranças, às frustrações, aos medos, aos arrependimentos, às mágoas, a todos aqueles sentimentos que escondemos atrás dos sorrisos, dos cinismos e das ambiguidades. Quanto mais fortes esses sentimentos, quanto mais profundos e mais pessoais, maior é o meu pudor. É como se a exposição de minha intimidade me pudesse de alguma forma fragilizar.

Para afastar o fantasma da “fragilização”, sempre evitei dar muita trela a conversas sobre as limitações que o agravamento da artrose impunha às minhas atividades, ou sobre a minha dificuldade de lidar com elas. Ia levando sozinha, do jeito que dava.

Certa vez descobri no Orkut uma comunidade onde se podia conversar sobre artrose com pessoas que também estavam passando pelo mesmo problema. Foi ótimo, enquanto durou. Era um grupo auto-referenciado de auto-ajuda. Li depoimentos muito comoventes, que me estimularam também a falar um pouco sobre o que se passava comigo. Pena que durou pouco. Degringolou e virou vitrine de propaganda de “remedinhos miraculosos vendidos a peso de ouro com efeitos garantidos depois de três meses de uso contínuo”. Um dia a comunidade sumiu, saiu do ar. Acho que até o moderador se cansou dela.

Enfim... Amanhã faz dois meses que entrei na faca. [Seria melhor dizer serrote?] Continuo na hidroterapia. Percebo pequenas melhoras a cada dia, mas fica complicado falar delas quando não falei antes dos problemas que estão sendo melhorados. De qualquer forma, aí vai uma tentativa:

- Não acordo mais durante a noite para mudar de posição na cama;

- Consigo prender uma caneleira sem ajuda. Calçar meias também;

- Depilar as pernas e a virilha ficou fácil;

- Já tenho amplitude articular suficiente para pedalar uma bike; [sabe a imagem de abertura do blog? Não é coincidência.]

- Posso cruzar a perna direita sobre a esquerda. Não é muito confortável ainda, mas vai ser;

- Parou de doer toda hora.

Quando eu conseguir cortar sozinha as unhas do pé direito, vou fazer questão de contar. Faz parte da minha programação de ano novo.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Artroplastia total de quadril

A artroplastia total de quadril é uma técnica cirúrgica que tem por objetivo recuperar as funções de uma articulação defeituosa, com a implantação de próteses para substituir a cabeça do fêmur e o acetábulo. Costuma ser indicada nos casos de artroses dolorosas em grau avançado e de algumas fraturas do colo do fêmur.

A artrose, por sua vez, é uma degeneração da cartilagem inter-articular. Pode ter várias causas, provoca dor e restrição de movimentos. É uma patologia crônica progressiva, não tem cura, mas existem algumas maneiras de retardar seu agravamento. De acelerar também.

Eu tinha uma artrose classificada como de grau 4, o nível mais severo de todos. Meu problema teve origem com uma luxação de quadril provocada por um acidente de automóvel (no século passado), associada a uma pequena fratura. De acordo com um dos médicos que consultei, com o tempo seria praticamente inevitável a instalação de um quadro de artrose.

Em novembro, depois de muito pensar, de muita insegurança e de muita hesitação, resolvi encarar a cirurgia. Completa hoje 7 semanas. A recuperação vai muito bem, obrigada. Faço hidroterapia diariamente, estou liberada para dirigir, já posso pisar quase normalmente (ainda com auxílio de uma muleta) e não estou tomando nenhum remédio. Dor zero. Até agora sucesso total.

Estou registrando isso no blog porque, quando precisei, não tive com quem trocar figurinhas e senti muita falta. Não sou médica nem especialista da área de saúde. Minha experiência se resume à minha vivência pessoal. Mas fica o depoimento e a disponibilidade. Se alguém quiser conversar sobre o assunto com mais detalhes, é só chegar.

Atualização 
7 de novembro de 2010

De todos os posts deste blog, este é o que tem recebido o maior número de comentários. Todos de pessoas que, como eu, têm problemas na articulação do quadril, passaram por uma cirurgia ou se preparar para enfrentar uma.
Acredito que possamos aprender muito compartilhando experiências. Tenho certeza de que muita gente tem histórias  interessantes para contar, e  eu gostaria de conhecê-las.  Quem quiser escrever um depoimento pessoal, um comentário, será muito bem vindo.

Como o espaço de comentários já está muito lotado (já virou a página), foi aberto um novo post neste endereço aqui:



Quem preferir mandar um e-mail para o blog, o endereço é blogseguindoadiante@gmail.com.

 

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A hora é essa

Chegou.


Vou dar um tempo com o blog.  Espero não demorar.
Inté.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Contagem




Dois anos, hoje!

domingo, 4 de outubro de 2009

A vida é bela

Uma paradinha num spa de vez em quando todo mundo merece. Uma semana de puro narcisismo, a cuidar da saúde, da pele, do peso,  massagens, exercícios, ginástica e coisas semelhantes. Vida de princesa.

Estive há pouco num spa em Sorocaba. O padrão é de 600 calorias diárias. À primeira vista parece impossível resistir até o final da temporada sem morrer de fome ou pular o muro para roubar uma pizza no restaurante vizinho. Mas, inacreditavelmente, o esquema funciona. E bem.

O dia começa quando alguém te acorda às sete e quinze da manhã. No desjejum, café ou chá à vontade, com várias qualidades de adoçantes para escolher.



Uma fatia de pão integral com patê ou geléia, uma xícara de leite desnatado ou iogurte. Presencia-se diariamente o milagre da multiplicação: um mamão papaia serve umas 10 porções.



Depois do desjejum, pode-se ler o jornal, fazer uma caminhada curta ou ir ao médico: tem cardiologista, ortopedista, cirurgião plástico, endocrinologista, clínico geral, etc. Sabe aquele check-up que estava dois anos atrasado  e ainda ia ficar pro ano que vem? Assunto resolvido.
Às 10 é hora do lanche. Um potinho de gelatina e um pedacinho de alguma fruta.



Logo depois, hidroginástica. A piscina é aquecida. Quando chove ou faz frio, recorre-se à piscina coberta.





O almoço começa a ser servido ao meio dia. Os pratos são bem apresentados e a comida saborosa. As quantidades são mínimas, mas em compensação pode-se beber uma jarra inteira de suco. Com direito a sobremesa.



Às duas horas, fisioterapia. Técnicas e equipamentos de última geração. Às três, massagem, às quatro, mais hidroginástica na piscina. Antes da hidro, mais uma comidinha.



O jantar começa às seis e meia da tarde, e pode ser servido até as oito da noite.



Depois do jantar, jogos de salão para confraternizar. De preferência aqueles bem inclusivos, que a qualquer hora permitem a entrada de mais um: mexe-mexe, perfil, imagem e ação, etc. Uma noite por semana tem bingo, em outra tem cinema no shopping.

Às 10 horas é servida a ceia.

E assim a semana passou rapidinho.

Quem gosta pode ainda fazer academia, jogar tênis, andar na esteira, dormir na rede, fazer hidromassagem, ver televisão, ir ao cabelereiro ou ao podólogo.

Muitos angolanos já descobriram as maravilhas do spa. Volta e meia aparecem por aqui e deixam ao sair uma imagem de alegria e descontração. A professora de hidro fala tranquilamente em espantar a “mangonha” . O fisioterapeuta conhece a tarrachinha e já foi convidado a uma sociedade em Luanda.

Oito dias, menos três quilos. A caminho de casa, um pit stop no aeroporto para um chope gelado, que ninguém é de ferro.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Teologia do Alheamento


Eu sei que o tema está gasto e todo mundo já falou o que tinha de falar. Mas a revista Carta Capital desta semana trouxe uma reportagem de 10 páginas sobre a distância abissal que se observa entre a Igreja Católica e a realidade social da parcela terrena e laica da humanidade.

Trata da teologia do alheamento, a teologia da indiferença.

Só uma dose muito elevada de autismo social pode explicar a excomunhão dos médicos do Recife, no caso do aborto da menina de nove anos estuprada pelo padastro. Ou o perdão do bispo lebfreviano que negou o holocausto. Ou ainda a promoção do padre austríaco que, entre outras façanhas, denunciou o satanismo de Harry Potter e atribuiu à justiça divina o tsunami que puniu os turistas devassos da Tailândia. Sem falar no furacão Katrina, lançado contra os bordéis de Nova Orleans.

Reproduzo os comentários da revista sobre a visita do Papa à África.

Um papa no bunker
............................

No único continente onde o catolicismo cresce de maneira significativa, Camarões e Angola são países com grande proporção de católicos. Perdido o contato com os costumes e relações sociais nas quais se baseavam seus cultos tradicionais, as populações que o êxodo rural arrancou de suas raízes tribais e jogou nas favelas procuram comunidades religiosas mais adaptadas a uma cultura urbana parcialmente ocidentalizada. A Igreja Católica continua a se beneficiar dessa desestruturação, embora seja crescente a concorrência do Islã, as igrejas evangélicas e de novos cultos sincréticos africanos.

O papa pareceu, porém, decidido a mostrar aos convertidos reais ou potenciais que o catolicismo não atenderá às necessidades sociais e espirituais da África moderna. Ainda no avião, condenou os preservativos em uma região que registra mais de 70% dos óbitos por AIDS no mundo, onde 20 milhões já morreram e outra vida é perdida para a doença a cada 15 segundos.

Caso se limitasse a objeções teológicas, pouco haveria a dizer. Mas Ratzinger contrariou a ciência e o bom senso, insistindo em que a distribuição de preservativos agrava a epidemia. Ministros europeus, inclusive de países católicos, tomaram a iniciativa incomum de censurar o papa. O chanceler francês o acusou de "pôr em perigo a política de saúde pública em relação à proteção da vida humana". A ministra da saúde belga chamou sua posição de "perigosamente doutrinária". Os ministros do Desenvolvimento e da Saúde alemães condenaram a afirmação do compatriota como "irresponsável".

Não foi a única mostra de insensibilidade, desinformação ou ambas as coisas por parte do papa. Enquanto ele se preparava para falar de solidariedade e condenar a ganância, a violência e a corrupção, a Igreja fechava os olhos aos preparativos do corrupto e violento governo camaronês para a visita. Incluíram demolir com escavadeiras todas as casas e lojinhas que prejudicassem esteticamente o caminho entre o aeroporto e o centro da capital, Yaundé, sem perguntar como seus donos iriam trabalhar, dormir e comer nos dias seguintes.
Ali, o papa proclamou que a "a África está em perigo devido a imorais sem escrúpulos que tentam impor o reino do dinheiro desprezando os mais miseráveis", antes de viajar para Angola. O governo desse país empobrecido e devastado por décadas de guerra civil também fez gastos milionários para receber o pontífice. Além disso, em Luanda, a Igreja organizou dois jantares de gala a 500 dólares por cabeça, arrecadando cerca de 270 mil dólares para receber "mais dignamente" a passagem do pontífice.

Os responsáveis pelos caros e cuidadosos preparativos, que incluíram a mobilização de 12 mil policiais para cuidar da segurança do papa e de sua comitiva, não deram igual peso à segurança dos humildes. Na confusa abertura dos portões do Estádio Municipal dos Coqueiros, em Luanda, onde o papa encontraria a juventude angolana, um tumulto matou duas moças por esmagamento e mandou 89 jovens a hospitais.

Alheio ao drama, o papa assistiu à coreografia dos jovens que conseguiram entrar e os convidou a não ter medo de ousar "decisões irreversíveis" do casamento da ordenação sacerdotal. Só no dia seguinte, quando o desastre - ignorado pela cobertura oficial - foi divulgado na imprensa internacional, a Igreja e o governo angolano enviaram representantes ao hospital para visitar feridos e levar seus pêsames à família de uma das mortas, uma catequista de 22 anos. A outra, não identificada, foi levada ao necrotério como indigente.

......................................

Para quem não conhece, a Carta Capital é uma das melhores revistas semanais brasileiras, sóbria e correta. Pratica um jornalismo da melhor qualidade.

Carta Capital - 1º de abril de 2009 - nº 539
Por Antonio Luiz M. C. Costa

sábado, 28 de março de 2009

A voz do povo

Pois é.
Bento XVI vai à África e diz que o uso de contraceptivos leva a um "colapso da moralidade sexual" e que a o combate à Aids deve ser feito por meio de "fidelidade e abstinência".

A resposta não demorou muito. Bento XVI já virou embalagem de camisinha em Paris. Dizem as más línguas que podem ser encontradas nas bitolas 12, 14 e 16.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Os Filhos da Lua


O albinismo é uma alteração genética que afeta a pigmentação. Percebe-se na pele, no cabelo, nos olhos. Os albinos sofrem de transtornos visuais, fotofobia e, em casos mais severos, podem chegar à cegueira. A exposição ao sol pode causar queimaduras em graus variados. O albinismo não compromete a expectativa de vida, porém limita as atividades. Por causa da intolerância à luz, muitos preferem sair à noite. Daí o nome “filhos da lua”.

São muitos os albinos em Luanda.
Ondjaki já falou sobre eles no romance “Quantas madrugadas tem a noite”.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Pau de Cabinda

O assunto de hoje é um chá feito com a casca de uma árvore típica da região de Cabinda (Pausinystalia macroceras). Dizem ser um santo remédio, usado pelos angolanos há várias gerações como estimulante sexual para homens e mulheres. Melhor que o Viagra.

Em Luanda é vendido nas ruas, nos mercados e nos postos de gasolina pelas “tias do Fortex”. Consta que não conhecem reclamações, que “ninguém se queixa porque sabem muito bem que esses medicamentos vêm da terra, e que nunca fazem mal”. Pelo menos é o que registrou “O País em Revista” na edição desta semana.

Há controvérsias. Na internet pode-se encontrar relatos que confirmam os efeitos poderosos da indicação principal, mas agregam desconfortos colaterais sérios. De qualquer forma, o pau de cabinda está a ganhar mundo. Pode ser adquirido pelo reembolso postal, tanto “in natura” como em cápsulas e ampolas. No site segredodaplanta.com a caixinha com 30 doses custa € 16,79.
No paudecabinda.com a embalagem com 28 doses individuais custa € 49,95. Para casal sai mais barato.

Para o chá, pisa-se a casca, ferve-se em fogo baixo por 20 minutos, deixa-se esfriar, côa-se e bebe-se uma xícara por dia.

Ainda de acordo com “O País em Revista”, as vendedoras ensinam que, para se obter melhores resultados, deve-se tomar um copo à noite, antes do ato sexual. Mas alertam contra o uso exagerado ou prolongado do produto que, para além de problemas de saúde, pode viciar.

Outros itens da medicina natural angolana:

Tira-dúvida
– “Chamamos-lhe tira-dúvidas porque deve ser tomado quando as mulheres duvidam que o homem vá trumunar bem. Assim quando ele bebe o chá desse pó, ele mexe melhor e ela fica satisfeita. O produto dá resistência ao homem para que ele não acabe rápido”.

Timba timba – “Serve para fortificar o esperma do homem e para lhe dar mais força”.

Jola-miongo – “Serve para tirar o cansaço do corpo. Cura a dor de coluna. As pessoas bebem o líquido com cola e gengibre. O copo custa 100 kz”.

Cola-cola – “O pó aperta a vagina a vagina e a mulher fica como virgem. Quando ela acaba a menstruação, fica um pouco mais aberta. Nessa altura deve por o pó”.

RDC – “Este produto é melhor do que o cola-cola porque aperta mais a vagina. Por isso nós o vendemos mais caro”.

Doce-doce (pó) – “Serve para a mulher sentir mais prazer”.

Cola – “Serve para acompanhar o maruvo e o quissangua”.

Gengibre – “Também serve para acompanhar as bebidas. Muitos homens preferem comê-lo cru”.

Ngadiadia – “É para mastigar e beber É para mastigar e beber com água ... mas se mastigar não pode beber leite”.

Lussadisso – “Para curar a febre tifóide e a dor de barriga”.

ONjolela – “Serve para afugentar os problemas. Por exemplo: quando um rapaz engravida uma rapariga e não quer mais problemas, esfrega o produto num creme para a pele, ou mistura-o num perfume e fica aliviado”.

O Molhado – “Serve para as infecções urinárias. A mulher que está com comichão na vagina, se lava com ele”.

Olho de baleia – “Bom para mulheres com o colo do útero aberto. Também serve para massagens. Cada colher custa 100 kz”.

O Mundondo – “Serve para curar as cólicas e a dor de barriga”.

Vindogonde – “Servem para o mau olhado. A pessoa esfrega e se acalma. Quem fez aborto também pode beber. Limpa a barriga”.

Bala-dia-cassa – “Se a pessoa tem feitiço e beber a infusão, morre”.

Doce-doce (rebuçado) – “Serve para aumentar a sensação de prazer no homem e na mulher. É só chupar o rebuçado e já está”.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Maravilhas da Tecnologia

Sete meses sem fumar, sete quilos a mais. Ontem me internei num spa, para ver se consigo reverter essa tendência . É a terceira vez que venho a este spa. Vale dizer, tenho uma certa intimidade com o famoso "efeito sanfona".

Gosto do spa. Não se come quase nada. São 600 calorias diárias, divididas em seis "refeições". Para se ter uma idéia da quantidade de comida que isso representa, pense num mamão papaia. No café da manhã, esse mamão serve 10 pessoas. A parte que te cabe vem acompanhada por uma (1) fatia de pão de forma, uma (1) colher de chá de ricota e um tiquinho de iogurte. Café à vontade, com adoçante. No início é meio assustador, mas depois a gente verifica que é possível viver assim. Por pouco tempo, mas é possível.

O intervalo entre as minhas "refeições" foi preenchido hoje por duas aulas de hidroginástica, duas massagens, uma avaliação facial, consulta com um cardiologista, um fisioterapeuta, um professor de educação física, um nutricionista, exames de sangue, urina e consciência. Agenda cheíssima. Ainda trabalhei um pouco, li os e-mails, e preparei esse post. Ufa. Mas pensa que acabou? Nada! Ainda preciso contar da plataforma vibratoria.

Par"enteses: bati o dedo nun bot;ao que n;ao sei qual [e, e a configura;'ao do notebook mudou toda. Sumiram os acentos agudos e circunflexos, as cedilhas, o til e as crases. Em compensa;'ao, o ponto de interroga;'ao, que estava escondido, apareceu. Fecha par:enteses.

Nem vou falar muito, para nao atrapalhar o entendimento. A tal plataforma vibratoria foi desenvolvida pela Nasa. Tive uma sessao de uma hora. MARAVILHA DA TECNOLOGIA. Adorei.
Toda mulher merecia ter uma dessas em casa. Deveras estimulante. Se eh que voces me entendem, versoes reduzidas e adaptadas costumam estar aa venda nas sex shops.