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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Joana Doe

Eu não sabia o nome dela, até agora há pouco.

É uma senhora de cabelos brancos, porte elegante, usa saias longas e está sempre muito bem composta.
Circula todos os dias pelas redondezas da minha quadra. Costuma sentar-se à sombra para ler e escrever, e desperta minha curiosidade.
Já tive vontade de pará-la para conversar. Falta coragem. Fico mesmo no sorriso, no olhar intrigado e no breve aceno com a cabeça.

Beatriz Ramos, que não conheço, escolheu Joana como tema de um trabalho acadêmico e fez um vídeo: Joana, nomes e títulos.
Valeu, Beatriz. Mas o mistério continua.



Joana, nomes e títulos from Beatriz Ramos on Vimeo.



Atualização em 07/ago/2012:

Outras notícias e informações sobre Joana Barbosa estão no blog do Jailson Dantas: aqui e aqui .

 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Os Filhos da Lua


O albinismo é uma alteração genética que afeta a pigmentação. Percebe-se na pele, no cabelo, nos olhos. Os albinos sofrem de transtornos visuais, fotofobia e, em casos mais severos, podem chegar à cegueira. A exposição ao sol pode causar queimaduras em graus variados. O albinismo não compromete a expectativa de vida, porém limita as atividades. Por causa da intolerância à luz, muitos preferem sair à noite. Daí o nome “filhos da lua”.

São muitos os albinos em Luanda.
Ondjaki já falou sobre eles no romance “Quantas madrugadas tem a noite”.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Frase do Dia:

Muito ajuda quem não atrapalha.


Tem gente muito improdutiva. Pode até não parecer, aos olhares menos atentos ou menos próximos. Enganam.

Até aí, nada de mais. Normal. É como arroz de festa para quem está acostumado a suar a camisola no batente: aparece todo dia. Dá até prá fazer piada.

Gente que não ajuda. Não contribui. Não acrescenta, e atrapalha.
Ti-paciência



Conhecem o tipinho?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

domingo, 9 de novembro de 2008

domingo, 24 de agosto de 2008

Trabalho de mulher

Essas mulheres estão por toda a parte, todos os dias, varrendo as ruas de Luanda. Elas não são catadoras de lixo, apenas varrem a poeira acumulada. Varrem ou espalham, não dá para saber a diferença. Há quem as considere símbolo de desperdício e ineficiência. Acho que deve haver um objetivo social por trás que explique. Se é que se explica.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Na estica


Sexta-feira é dia de caprichar na indumentária.

sábado, 26 de julho de 2008

Shopping

Luanda é uma cidade em obras. Construções e reformas por todos os lados. Gruas, tapumes, máquinas, operários, caminhões, tudo contribui para o caos do trânsito. Tratores e betoneiras trafegam por todo lado, e param em qualquer lugar. Os carros estacionam em filas triplas. A quantidade de veículos abandonados é enorme, a ponto de o assunto merecer uma campanha educativa na televisão. Toda essa da confusão favorece uma pujante atividade econômica. Enquanto os carros estão parados, os vendedores ambulantes transitam oferecendo suas mercadorias. E pode-se comprar de tudo no meio da rua. Pilhas, cabides, eletrodomésticos, varas de pescar, agendas, relógios de parede, espelhos, móveis, tapetes, sapatos, qualquer coisa. Pode-se montar a casa e o guarda-roupa.











sábado, 19 de julho de 2008

Trabalho de homem

Eu não sei se é verdade verdadeira, mas já vi vários garotos como este andando pela rua. Carregam esmaltes de unha de todas as cores, lixas, tesourinhas e demais petrechos para uma boa manicure. Estão sempre em movimento, consta que o ofício é reprimido pela polícia. Mas ainda não vi ninguém fazendo as unhas, e nem parei para perguntar.