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terça-feira, 10 de maio de 2011

Curiosidades croatas para iniciantes


1 - Foram os croatas que inventaram a gravata. Daí o nome da dita cuja.

2 - Dermocosméticos podem ser boas compras. A variedade é boa e o preço também. Um tubinho de Redermic, da La Roche-Posay, me saiu por 213,26 Kunas, o que equivale a R$ 68,00. No Brasil não sei quanto está custando. Parei de perguntar quando chegou aos RS$ 150,00 na Drogasil.

3 - A escrava Isaura já andou por ali. Atualmente passa na TV uma versão do Big Brother muito parecida com a nossa, com confessionário, quarto do líder e acampamento no quintal.

4 - A partir da happy hour, no final da tarde, os bares dos calçadões do centro de Zagreb começam a lotar. Servem todo tipo de bebidas, mas nada para comer. Nem batatas chips, nem amendoim de saquinho, azeitonas, lhufas.

5 - Todo mundo fala inglês. Em algumas cidades, falam italiano. O ensino de idiomas é obrigatório nas escolas, e parece que funciona mesmo.

6 - Uma garrafa de água mineral pode custar mais caro do que um capuccino. Em compensação, a água das torneiras e dos chafarizes públicos é potável (assim disseram, e eu acreditei).

7 - A primeira ministra é uma mulher.


 
8 - A Croácia tem mesmo vocação turística. Juntaram várias sucatas de guerra num terreno situado na entrada da cidade de Karlovac (famosa pela cerveja) e inventaram um “Museu da Guerra” a céu aberto.

[Aqui não posso deixar de traçar um paralelo com Angola, onde também não faltam sucatas de guerra espalhadas por todo canto. Diferentemente do que acontece na Croácia, em Angola a polícia e o exército desestimulam qualquer manifestação de curiosidade turística. Não se pode fotografar, e um amigo quase levou um tiro do sentinela ao tentar subir na carcaça de um blindado em frente ao Forte dos Reis Magos em Luanda.]



9 - Um dos lugares que não pude visitar em Zagreb. Uma pena,  já que eles detêm muito conhecimento acumulado nesse assunto.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Varazdin



Tinha muita coisa prá ver em Zagreb que eu não vi, fiquei mesmo no "tour básico" de iniciação que contei no post anterior.
Isso porque inventaram uma excursão a Varazdin, a "pequena Viena da Croácia, uma cidade de música, barroco e de flores" a 77 km de distância. Tomou o dia inteiro.
Cá entre nós, achei uma grande perda de tempo. Pela propaganda que fizeram, vi pouco barroco, poucas flores e nada de música.
Mas é uma cidade agradável, cheia de barzinhos com mesas ao sol onde o pessoal fica lagarteando para tirar o mofo do inverno. 
É bastante antiga e já foi a capital da Croácia no século XVIII.
Mas almocei bem. Uma refeição com sopa, salada, um prato de carnes, sobremesa e cerveja  custou 106 Kunas, o que equivale mais ou menos a uns R$ 35,00.
Achei barato, em vista dos preços cobrados em Brasília por  restaurantes equivalentes (decoração de bom gosto, ambiente climatizado, mesas bem postas, toalhas e guardanapos de linho, etc e tal).






sexta-feira, 6 de maio de 2011

Zagreb


Cheguei a Zagreb por volta das 16:30 de um dia frio e cinzento, sem saber muito bem o que iria encontrar.

Zagreb é a capital da Croácia, um dos países que faziam parte da antiga República Socialista Federativa da Iugoslávia, desintegrada na década de 90 em meio a uma terrível e sangrenta guerra civil de motivações étnicas.

Foi essa guerra que me levou até lá. Ou melhor, a vontade de entendê-la. Tenho na memória as imagens do desembarque de milhares de refugiados no porto de Brindisi, na Itália, provenientes da Croácia, Montenegro, Albânia e Macedônia, depois de cruzarem o Adriático em embarcações prá lá de precárias.

Pessoas normais, parecidas comigo, fugindo do genocídio em massa.

Fui recebida no aeroporto pela guia que acompanharia nosso grupo durante a maior parte da viagem. Uma Barbie fashion e morena, alta, bonita, com pestanas cheias de rímel, unhas longas e azuis, cabelos que prefiro não comentar. Uma figura extravagante, falando português com sotaque e desenvoltura.

Hotel (central), jantar italiano, uma caminhada para reconhecimento dos arredores. No dia seguinte, um tour à pé pela parte alta da cidade.

Zagreb me surpreendeu positivamente. É florida, limpa, bem cuidada, arquitetonicamente interessante, ruas largas. O centro é pequeno e tem um funicular para a parte alta. O trânsito é calmo, poucos carros, bondes elétricos para o transporte urbano, bem cheios no final da tarde.

E existem muitos cafés para sentar, tomar uma cerveja e ver a vida passar.










quarta-feira, 20 de abril de 2011

Só um alô


É rapidinho.
Entrei só pra dizer que essa costa oriental do Adriático é escandalosamente linda.