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sábado, 9 de agosto de 2014

Fica-a-dica-2

Da série: Grandes filósofos contemporâneos.


Desejo a todos os meus amigos uma vida larga.
[Se for comprida, tanto melhor. Desde que feliz.]


quinta-feira, 8 de março de 2012

O dia dela



Pincei de um texto de Arnaldo Jabor (este), publicado anteontem no Estadão:
"Sempre me espanto com o Dia da Mulher. O psicanalista Lacan disse que "A Mulher" não existe, pois não há nenhuma coisa que as unifique. Eu nunca conheci a Mulher. Eu já amei e odiei "mulheres".  Então, por que esse título genérico? [.....]  A "Mulher" é invenção dos machos."


Ele podia ter parado por aí, não parou. O resto é desnecessário. No "Dia da Mulher" escreve-se muita abobrinha para celebrar autoestimas fragilizadas.

 


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Começa com C


Da série "Exumações"

O texto é velho, de 2009, mas só li hoje, quando recebi por e-mail de um amigo. Achei divertido. Como ando na base da lei do menor esforço, sem muita inspiração ou disposição para blogar, segue a transcrição.





Tudo que vicia começa com c


Escrito por Ricardo Mallet

Há momentos na vida de um ser humano em que ele se vê sem nada realmente interessante pra fazer. Assim, sem companhia, computador ou iPod e com celular fora de serviço, numa viagem de ônibus para Cruz Alta, fui obrigado a me divertir com os meus próprios pensamentos. Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios.

Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra c! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê.


Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê.


Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também – adivinha – começa com a letra c.


Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein?


E o chocolate? Este dispensa comentários. Vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.


Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade… cinco.


Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra c. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito.


Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura.

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Comentários do blog: 
 
1 - Corrupção vicia, e começa com c. (by Maurílio)

2 - Uma controvérsia: Segundo fontes fidedignas, a cannabis não vicia. No entanto, controvérsia vicia, e também começa com c.

sábado, 11 de junho de 2011

O mais é nada


Da série: Vigilância epistêmica


Não sei se por arrogância ou insensibilidade, alguém resolveu remendar o Ricardo Reis.

Tirou os quatro primeiros versos do poema e os substituiu por uma lista de conselhos pretensamente sábios, jogando na internet como se de Fernando Pessoa fossem.

Está na rede, recebi por e-mail um pps musical que não vou reproduzir aqui.

Aliás, fica uma dica que é tiro e queda:

Toda vez que aparecer uma lista de regras “edificantes” do tipo faça isso/não faça aquilo, atribuída a alguma personalidade literária famosa, pode ligar o desconfiômetro. A chance de a autoria ser falsa é grande. Esses textos costumam ser redigidos no modo imperativo, em tom condescendente e recheados de sempres e nuncas.

Fernando Pessoa, Vitor Hugo, Shakespeare, Arnaldo Jabor, Luis Fernando Veríssimo e outros agradecem.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Fábula moderna



De Marli Gonçalves, no Blog da Maria Helena
.....
Homem mundialmente superpoderoso, peladão, numa suíte chiquérrima de hotel de Nova York se encanta com camareira que vê no quarto quando sai do banho, como conta esta quase fábula moderna. Mais: se encanta e quer pegar. Tenta pegar. Pega. O problema é que desta vez ele tinha encontrado um osso mais duro de roer, e acabou preso e exposto em praça pública. Vai perder as calças. O cargo que tinha - e o que poderia ter - foram afogados. O ganso sofreu um entorse.
Moral da história: às vezes é melhor só ter um passarinho nas mãos. Nas próprias mãos.

.....
 

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sinal dos tempos

Frase do dia:
"É mesmo o fim do mundo. Sílvio Santos está quebrado, Tiririca e Romário viraram deputados (*), Faustão emagreceu e Dilma é presidenta." (capturada na internet)
(*) Popó também!


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Wikileaks


Estou pensando seriamente em encabeçar uma petição internacional para aumentar o escopo do Wikileaks.

Para além das fofocas diplomáticas, existem muitos outros assuntos “top secret” da maior relevância, que já passaram da hora de ser desvendados. Coisas que o “povo quer saber”.

O jornal virtual "Sensacionalista.com" começou a lista, algumas pessoas já deram suas contribuições. Quem quiser acrescentar outros itens de interesse nacional ou mundial, pode chegar. Fique à vontade para contribuir.

Lista de leaks:

- A idade da Glória Maria

- O que de fato aconteceu com o Ronaldo na final da copa da França

- Foto do Roberto Carlos de bermudas

- Foto do Tom Veiga operando o Louro José

- Critérios adotados pelo selecionador dos participantes do BBB

- O nome do ortopedista do Joaquim Barbosa

- O que tem na caneca do Jô (essa já foi respondida, mas ninguém quer acreditar)

- ..... (o que você gostaria de saber e estão te escondendo?)

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Resolução de ano novo


Manter distância profilática de pessoas que vivem dizendo  
“ - É como eu sempre digo...”

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Tá demais

De todas as coisas que eu tenho visto, lido e ouvido nessas eleições, quase nada, ou muito pouca coisa se salva.
O nível de hipocrisia reinante nas campanhas impede que pessoas como eu, que não se sentem verdadeiramente representadas por nenhum dos litigantes, levantem subsídios para decidir se preferem o fogo ou a frigideira.  
Na minha modesta opinião de indecisa inconformada tendente ao voto nulo, nenhum dos candidatos tem apresentado comportamento compatível com o de quem pretende governar com lisura e tratar com respeito o cidadão.  Para dizer o mínimo.

Recebo e-mails raivosos de torcedores de ambas as facções. Nada ficam a dever aos costumeiros embates entre corintianos X palmeirenses, garantidos X caprichosos ou espíritas X evangélicos. 
Às vezes tenho vontade de retransmiti-los para o bando da oposição, mas até meus impulsos básicos de implicância andam meio  desanimados com a situação.

De qualquer forma, não pretendo fazer nenhum desabafo. É só um nariz de cera para recomendar  uma coisa que se salva. 
Leiam o "The i-Piauí Herald" para desopilar. O link está do lado direito da página, na coluna "Para saber das coisas". No país da piada pronta, o i-Piauí está cada vez melhor.


terça-feira, 4 de maio de 2010

Agradecimentos


De volta à casa, depois de um mês de andanças pelos Himalaias e Índia central,  vou contar as histórias da viagem aos pouquinhos,  para não cansar.

Antes, para ser justa, preciso prestar merecidas homenagens aos iluminados inventores do CROC, sem o que nada disso seria possível.

A eles, a minha eterna gratidão.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Teoria do Caos


O Grande acelerador de partículas subterrâneo construído entre a Suíça e a França está programado para voltar a funcionar na próxima quinta-feira. Trilhões de partículas atômicas viajarão à velocidade da luz, colidindo entre si, para simular as condições existentes logo após o big-bang, a explosão que deu origem ao universo. Os cientistas consideram a experiência essencial para que sejam desvendados os mistérios da criação da matéria e a origem de todas as coisas.


O primeiro teste do LHC (Grande Colisor de Hádrons) agitou a comunidade científica em setembro de 2008. A primeira tentativa foi bem sucedida, mas uma falha na conexão entre dois gigantescos ímãs forçou o desligamento do aparelho.

Na época desse primeiro teste, os jornais noticiaram também o temor de alguns pesquisadores de que as colisões de hádrons pudessem provocar a criação de um mini-buraco negro capaz de engolir a terra. Antes que o pânico se espalhasse, outros pesquisadores se apressaram em minimizar o risco, garantindo que “o máximo que poderia acontecer com o LHC seria o equipamento se quebrar e acabar soterrado sob a Europa.”

E de fato o LHC quebrou. Mas, antes de quebrar, cientistas conseguiram fazer com que as partículas atômicas dessem a volta completa no túnel circular de 27 quilômetros. Não sei a que conclusões chegaram.

O que sei - e todo mundo também sabe - é que setembro de 2008 não se tornou notório pela criação de matéria, mas pela destruição de riquezas. Foi logo depois do teste do LHC que o Lehman Brothers entrou em concordata e desencadeou a grande crise financeira que abalou a economia mundial. Um mega buraco-negro engoliu boa parte do PIB das nações e carregou junto a crença dos economistas liberais na capacidade de auto-regulamentação dos mercados financeiros globalizados.

Coincidência ou não, o fato é que vão acelerar o LHC de novo. E desde que a teoria do caos demonstrou que o bater das asas de uma borboleta num lugar pode provocar uma tormenta no extremo oposto do globo terrestre, me sinto no direito de me preocupar. Podem ser criados outros buracos-negros por aí, quem sabe?

Pelo sim, pelo não, bem que eu gostaria de poder interferir na seleção desses novos buracos-negros. Tenho algumas idéias ... certas ausências preencheriam grandes lacunas.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O idioma que nos separa



Outro dia li no Aerograma o seguinte comentário a um post:
"AHAHA. Acho que se fizesse isso ao meu puto estava tramado. Conforme o humor ao acordar, ou nem se dá aos conhecidos, ou dá bola a quem nunca viu na vida…apetites…
Um abraço."
É duro ser estrangeiro no seu próprio idioma.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

E a vida, o que é?

É bonita, é bonita e é bonita.

De repente você está mexendo nos arquivos de fotos do laptop e... pimba: as respostas estão todas lá.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sem Noção

Quando vim morar em Luanda precisei reciclar conceitos, abrir espaço para novos padrões de comportamento, novas formas de interação social e profissional, relativizar as referências.
Entre as referências perdidas, foi-se embora minha noção de caro e barato. O que é caro? O que é barato?
- Depende, poderiam dizer os economistas. Em termos de preços absolutos ou de preços relativos?

Pois é. Perdi a noção dos dois.

Em termos de preços absolutos, “caro” sempre significou para mim alguma coisa acima da minha capacidade financeira, ou cuja aquisição comprometesse parte significativa do orçamento. Coisas que se fazem muito raramente, coisas de difícil acesso, como um iate
transoceânico, um carro do tipo Hammer, uma viagem internacional.
E como acredito que bens duráveis foram feitos para durar, e por isso são caros, sempre considerei “caros” itens como sofás, geladeiras, refrigeradores, televisores e similares.

Isso mudou. O que era raro tornou-se comum, e muitas coisas nem precisam ser compradas para serem usufruídas. Um motorista particular, por exemplo. Ou um passaporte sem espaço pra mais carimbos, ainda dentro do prazo de validade. Outro dia precisei comprar uma máquina de lavar roupa e nem doeu. Carros Hammer são encontrados em qualquer rua de Luanda, em todas as cores do catálogo, iguais ou mais bonitos que os de Romário.

Em termos de preços relativos, sempre achei plenamente justificável uma garrafa de um bom vinho custar mais do que um quilo de uvas.
Isso também mudou, essa referência não funciona aqui.

Exemplos do cotidiano em Luanda: com USD 25,00

posso
- encher o tanque do carro (gasolina) ou
- comprar 1 quilo de picanha ou
- comprar 1 quilo de tomates + um pé de alface para a salada ou
- comprar 1 litro de red label ou
- almoçar num restaurante mais ou menos, sem gorgeta.

não posso
- pagar duas entradas de cinema no fim de semana
- pagar a mensalidade da internet (custa mais de USD 100)
- comprar uma lata grande de leite em pó
- tomar um táxi.

Outro dia me ofereceram um passeio de dois dias para o Sumbe, de carro, com todas as despesas pagas, incluído o pernoite, tudo pela despirocada quantia de USD 650,00 por pessoa.
Há quem pague.
Quem perdeu a noção? Eu, que não fui, ou os que foram e pagaram?
E o custo de oportunidade? Será que vou ter outra chance algum dia de ir ao Sumbe?

Hoje, quando estou prestes a encerrar meu contrato e carimbar de volta o passaporte, não me sai da cabeça a música do Gil "Oriente". Para quem não conhece ou não se lembra, vai a letra aí em baixo.




Oriente
(Gilberto Gil )
Se oriente, rapaz
Pela constelação do Cruzeiro do Sul
Se oriente, rapaz
Pela constatação de que a aranha
Vive do que tece
Vê se não se esquece
Pela simples razão de que tudo merece
Consideração

Considere, rapaz
A possibilidade de ir pro Japão
Num cargueiro do Lloyd lavando o porão
Pela curiosidade de ver
Onde o sol se esconde
Vê se compreende
Pela simples razão de que tudo depende
De determinação

Determine, rapaz
Onde vai ser seu curso de pós-graduação
Se oriente, rapaz
Pela rotação da Terra em torno do Sol
Sorridente, rapaz
Pela continuidade do sonho de Adão

sábado, 18 de julho de 2009

m.Jo


Sou uma pessoa feliz, mas não sou uma pessoa satisfeita.
Sou feliz, mas nem sempre estou alegre.
Sou feliz, mas não sou resignada.
Nem muito paciente. Ou tolerante.

Faz sentido isso?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Férias à vista

Acabo de acabar a versão preliminar do último relatório da primeira fase do projeto em que estou engajada.

Ainda tem coisa pela frente: revisões, reuniões, debates, discordâncias e - espero - principalmente concordâncias.

Sexta-feira, cinco e meia da tarde. A sensação de pré-férias é ótima. Merece registro.


Olímpia, isso é inveja do seu croc cor-de-rosa

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Estatísticas


Manhã de segunda-feira.

Enquanto fechava as malas para regressar a Luanda, ouvi no Bom Dia Brasil a notícia do desaparecimento do Airbus da Air France.

As estatísticas estavam todas a meu favor. O transporte aéreo continua a ser mais seguro que os demais e é bem remota a probabilidade de queda de dois aviões no mesmo dia, no mesmo lugar.

Meu vôo saiu com atraso de duas horas. Depois de 45 minutos regressou a São Paulo em virtude de uma pane não especificada. Tive tempo de assistir ao Jornal Nacional inteiro, antes do reembarque. Cinco passageiros desistiram da viagem.


Cheguei em Luanda com um gosto amargo na boca.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Mundo de Alice


Quero respirar fundo e tomar fôlego para mais uma jornada.
Quero me iludir.
Enquanto espero, preencho o vazio com decretos, rascunhos, degraus, congestionamentos de trânsito, sorrisos cansados.
Faço de conta que não percebo o que vejo.
Paciência. Mais paciência.
Hoje não sei o que estou fazendo por aqui. Devo ter me perdido pelo caminho.
No mundo de Alice qualquer caminho serve.
Saio de casa, posso ir à direita ou à esquerda. Ou posso ir em frente, tanto faz. E para qualquer escolha, logo existem outras, e outras, e outras.
E todas dão igualmente na mesma venda, que já não há.

terça-feira, 31 de março de 2009

Namorado Brasileiro

Da coluna Estilo, de Nirlando Beirão.
Carta-Capital – 1º de Abril 2009


"Madonna tem um namorado brasileiro. Ou tinha. O estilista Calvin Klein tem um namorado brasileiro – ou mais de um, sabe-se lá. O fotógrafo Mario Testino, também. Marc Jacobs, a assinatura por trás da moda Louis Vuitton, tem seu namorado brasileiro.
Esta coluna fica perplexa com a reclamação que ouve sempre de certas mulheres, mesmo as de muita qualidade.
Aparentemente, a coisa mais fácil do mundo é arranjar um namorado brasileiro. "


Marc Jacobs e namorado brasileiro

Lance Bass e namorado brasileiro

Drew Barrimore e namorado brasileiro

Namorado brasileiro da Madonna

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Este Blog compartilha a perplexidade do colunista, mas admite que as reclamações procedem. Explicações, palpites e comentários são bem vindos.

sábado, 28 de março de 2009

O último romântico

Achei o grafite no Rede Furada, blog bonito, sincero e carinhoso baseado em Santo André, Bahia, Brasil.

Procura-se o autor.