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sexta-feira, 7 de maio de 2010

A cidade das tulipas


A imagem que usei durante muito tempo como papel de parede no meu velho desktop Windows XP veio junto com o Office, na pasta de “Amostras”. Eram tulipas amarelas.

Agora já sei onde foi clicada: Istambul, em abril.

Para quem pensava que tulipas eram coisas típicas da Holanda, assim como os tamancos de madeira, porcelanas Delft e tolerância social, foi uma grande surpresa: tulipas são autenticamente otomanas e um dos símbolos nacionais da Turquia.

Istambul estava cheio de tulipas. De todas as cores. Nunca vi tantas nem tão bonitas. Para quem conhece Brasília, uma pálida idéia: imagine o canteiro central da EPTG todo florido com tulipas plantadas em linhas onduladas e coloridas. Mais ou menos isso, para não falar nos jardins às margens do mar de Mármara. Lindo é pouco.



Passei em Istambul apenas um Domingo, de sol e frio. Pude rever a Mesquita azul e visitar o Mirante Çamlica. Para quem estranhar a grafia, é isso mesmo. Em turco existem palavras começadas com "ç", além de outras esquisitices:
- i com pingo e i sem pingo;
- s e "essedilha" (s com cedilha);
- u e ü;
- g e g com uma espécie de til em cima;
- o e ö

Mesquita Azul

Abóbada da Mesquita Azul

A cidade, vista do mirante. O Estreito de Bósforo separa Ásia (em baixo) da Europa.  

sábado, 3 de abril de 2010

Dia 1 - O quiabo que não era

De São Paulo a Istambul foram 12 horas de viagem pela Turkish, sem escalas. O vôo não pára mais em Dakar. Chegamos às 18 horas da tarde de hoje, hora local. São seis horas de diferença de fuso horário.
Nosso grupo é pequeno, somos 10 pessoas. Três homens e sete mulheres. Evidências empíricas demonstram que mulheres gostam mais de viajar e que homens são mais caseiros. Toda vez é assim: o quórum feminino ganha.  
Está fazendo frio por aqui.
Amanhã vamos visitar a cidade, antes de embarcar para Nova Delhi. Por enquanto só deu prá vislumbrar, pela janela do ônibus, os  jardins de tulipas no percurso até o hotel.  A cidade está bem cuidada, e é muito diferente da imagem que eu guardava na memória desde quando aqui estive pela primeira vez, muitos anos atrás.

Saí para jantar com duas amigas. Escolhemos um restaurante típico, não muito longe do hotel, e decidimos experimentar um kebab misto. Estava bom.  Carne moída, carneiro e galinha com iogurte, arroz, pão quente, pasta de beringela, tomates e quiabo. 

Quer dizer, parecia quiabo. Era pimenta.


O roteiro.