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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Não tem jeito




Tem coisa que não se aprende.

A gente faz a primeira vez e se dá mal.

Faz a segunda, idem.

A terceira, a quarta... toda vez a é mesma coisa: quando se vê, já era. Inês é morta.

A gente sabe que não deve, sabe que vai se ferrar, sabe exatamente onde mora o perigo e mesmo assim repete, repete e repete. E todas as vezes entra solenemente pelo cano.



No meu caso, o perigo é o pardal que mora num poste a 130 metros da entrada do Batalhão do Corpo de Bombeiros da N1, um pouco antes do palácio do Planalto.

Não tem jeito mesmo. Me pegaram de novo.


sexta-feira, 10 de julho de 2009

Ups! Caiu.



Uma das coisas que mais contribuem para o trânsito congestionado de Luanda é o fluxo intenso de caminhões e máquinas pesadas pelas ruas, a qualquer hora. Não fosse só isso, volta e meia um contentor (container) escorrega e despenca no chão, interrompendo o trânsito por horas. Às vezes despencam sobre outros carros, produzindo vítimas fatais.

Muitos desses acidentes poderiam ser evitados se os contentores fossem devidamente encaixados e presos aos caminhões. Não são. E não se trata de descuido, mas de um risco deliberadamente assumido.

Os contentores são pesados. Uma desestabilizada mais séria pode virar o caminhão. Para os transportadores de carga, o prejuízo é maior. Preferem então que o contentor caia desacompanhado, mesmo que com mais frequência, mesmo que na cabeça dos outros.

No happy hour de hoje a situação foi mais inusitada que de costume. Felizmente ninguém se machucou. O trambolho ficou lá jogado no meio da Avenida Marginal, bem em frente ao BNA.



Muita gente que passava por lá se distraiu com o movimento. Quem pretendia se divertir no findi não deve ter achado a menor graça.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Surrealismo

Há certas coisas que, se eu contar, ninguém acredita.
Então aí está. Vejam e creiam.
Depois conversamos.

P.S. : Ai de ti se desobedecer.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Cronometrando

Todo mundo sabe que Luanda debaixo de chuva é o caos completo. Eu também já disse isso, já escrevi e longe de mim querer renegar.
Pois bem. Hoje o dia amanheceu chovendo. Chuvinha fina, mas chuva. De estragar a escova do cabelo, molhar os sapatos e dar saudades do guarda-chuva. Apesar disso, levei "apenas" 20 minutos de casa até o trabalho. Uma das melhores performances desde que me mudei para o atual endereço.
Para compensar, de noite, na volta para casa, foram 2 horas e meia de engarrafamento, para os mesmos três quilômetros. Sem chuva.

Vai explicar!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Ilha de Luanda

Aqui acontecem umas coisas que, contando, ninguém acredita. Tem que fotografar. E hoje fiz umas fotos da Ilha de Luanda.
Não é exatamente uma ilha, mas já foi. Agora está ligada ao continente por um aterro, e é onde se concentram metade dos bares, restaurantes e boates da cidade. É o point do lazer, dia e noite. Uma tripinha, comprida e fina, circundando a baía de Luanda. Tem uns 10 kilômetros de extensão (estou chutando), uma pista prá ir, outra prá voltar.



Com esse perfil, e como em Luanda não tem lei seca, a ilha era um dos lugares onde mais ocorriam acidentes de trânsito. As pessoas saiam pro desbunde, tomavam umas e outras e na volta... pum! Enfiavam o carro no poste.
Até que as autoridades locais resolveram tomar uma providência e puseram uns blocos de concreto enoooormes separando as pistas de ida e volta.


Com um detalhe maquiavélico: protegendo os postes na volta da balada.
O sujeito pode beber o quanto quiser, com toda tranqüilidade. Não vai ter polícia, nem bafômetro, nem redutor de velocidade. E ninguém mais precisa se preocupar com a integridade dos postes. Problema resolvido.


domingo, 28 de setembro de 2008

Pedágio

Hoje, na avenida marginal, fizemos uma conversão à esquerda, para subir aquela ladeira que dá acesso à fortaleza. Para quem não sabe, a marginal é uma via de mão dupla.

Piiiiiiiiiiiiiii!

- O Senhor fez uma manobra estritamente proibida. Deveria ter ido até a rotunda para retornar.

Dois mil kwanzas. Poderiam ter sido mil e quinhentos, mas não tínhamos trocado.

- Por favor, uma informação: como fazemos depois para ir na direção da Ilha?

- Pode fazer a conversão à esquerda.


Na volta, pode.


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Chose de loque

Na terça-feira à noite demorei duas horas para conseguir voltar para casa do trabalho. E são apenas três quilômetros.
Ontem fiz o mesmo percurso em cinco minutos, no mesmo horário. Hoje também.
Em Angola é assim. Pode ser, pode não ser. Não existem limites para o absurdo.
Sem explicação.

sábado, 7 de junho de 2008

Luanda ou Nuanda?

Tenho navegado o quanto posso pela blogsfera, buscando me informar sobre Angola e sobre Luanda, a capital, onde devo morar uma temporada. Visitar os blogs alheios faz parte da minha preparação. Me interessam as peculiaridades, as características marcantes, a "alma" do lugar e das pessoas.

A respeito de Luanda, o assunto mais recorrente tem sido o trânsito. Todos reclamam de engarrafamentos enormes, do tempo que se gasta para percorrer uma curta distância, de ter de acordar de madrugada para fugir do tráfego insano e conseguir chegar pontualmente ao trabalho. Não quero fazer julgamentos precipitados, prefiro ver para crer. Mas garimpei essas fotos por aí. Quem quiser que tire as suas próprias conclusões.

1 - Engarrafamentos: há quem chame Luanda de Nuanda, porque não anda mesmo.

Perdi a referência da foto, sorry...

Foto de http://treangolando.blogspot.com/

Foto de http://numlugarl.blogspot.com/

2 - Transporte público coletivo, as famosas "candongas". Dizem que andar de cangonga é uma aventura inesquecível, quase transcendental, capaz de provocar intensas reflexões sobre o significado da vida. Uma espécie de epifania.



3 - Estado de conservação das vias públicas.



Foto de http://kianda.wordpress.com/

Esta última foto ilustraria também um outro aspecto do cenário urbano, a costumeira falta dágua (dizem). O povo tem que se virar.