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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Pode anotar no seu caderninho


Acho que Patrícia Schultz, que organizou o guia 1.000 lugares para conhecer antes de morrer, nunca foi à Eslovênia. Aliás, nunca deve ter ido a nenhum dos países balcânicos, ou não teria deixado passar sem registro algumas das belezas que tive a oportunidade de visitar.


Hoje quero falar de duas, ambas na Eslovênia.


A primeira é o Lago de Bled.


Já vi muitos lagos na minha vida, perto de casa até existe um. Mas nunca vi um lago tão lindo como o Lago de Bled. Até duvido que exista.


Fica a uns 50 km de Ljubljana, é grande e completamente azul. No verão é usado para a prática de esportes náuticos, já foi palco de alguns campeonatos mundiais de canoagem. No inverno o lago congela e vira ringue de patinação. Chega a 30 metros de profundidade.


Tudo é lindo por lá, a paisagem alpina enche as vistas: montanhas, florestas, uma vila charmosa, o lago e um castelo do século XI que hoje abriga um museu.









No meio do lago existe uma ilha onde  se chega de barco a remo.  São 99 degraus até a igrejinha de Santa Maria, do século XVI.



O ex-presidente Tito, da Iugoslávia, gostava de veranear por ali. Ele tinha bom gosto, sabia das coisas.  

A segunda beleza do post de hoje é a Gruta de Postojna.

São 20 km de galerias. Os visitantes percorrem uns 2 km de trenzinho e continuam a pé por mais 1 km e meio. A caminhada é feita por uma passarela de cimento antiderrapante de fazer inveja a qualquer um que algum dia tenha precisado de um piso antiderrapante. Quinhentas mil pessoas transitam por ali anualmente, ninguém escorrega.


Não consegui nenhuma foto apresentável  do interior da gruta.  Isso é só para profissionais.  Mas o caminho de acesso é bem bonito, e do lado de fora existem várias lojinhas de souvenirs.


 
 
A 10 km da gruta pode-se visitar o Castelo Predjama (mais um castelo!), belíssimo, encravado na rocha.  Foi construído por volta do século XII ou XIII e também é um museu.


Anotou?

terça-feira, 17 de maio de 2011

Na Eslovênia

A Eslovênia foi o primeiro país a se separar da antiga Iugoslávia, e conquistou sua independência em 1991, depois de 10 dias de guerra. Para os padrões da região, é pouca guerra.

Até então, o país nunca havia sido independente. Foi ocupado por romanos, otomanos, venezianos, húngaros e austríacos até ser incorporado ao Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos em 1918, depois da primeira guerra mundial.

De todos os países nascidos do desmembramento da Iugoslávia, a Eslovênia até agora foi o único aceito na União Européia, o que provoca um ciúme danado na vizinha Croácia.

A Eslovênia possui um litoral minúsculo, espremido entre a Itália e a Croácia. O tamanho varia, dependendo da fonte consultada, entre 26 e 46,6 km. Não tem praias, mas tem um porto.

Sua capital é Ljubljana, nome impronunciável enquanto não se descobre que por lá o “j” tem som de “i”. Em bom português, Liubliana.

É uma cidade interessante, pequena porém decente. Desenvolveu-se ao longo do rio Ljubljanika, onde existe um calçadão cheio de barzinhos e gente andando de bicicleta.





Turistas que têm crianças prá carregar ou problemas de locomoção podem usar gratuitamente um carrinho oferecido pela Prefeitura.  Muito civilizado.
 
 
A arquitetura é bem eclética. Tem construções no estilo art nouveaux  ...



E um castelo medieval, por onde se sobe por um elevador panorâmico inclinado, quase um teleférico.




Assim é Ljubljana vista do castelo. As montanhas nevadas ao fundo fazem parte dos Alpes, são motivo de orgulho e estão representadas na bandeira nacional.




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Agora preste atenção nessa imagem. O que você vê?



Os eslovenos são altos, mas nem tanto. Nesse caso o arquiteto exagerou. O sujeito precisaria ter o braço muito comprido para, sentado no posto de trabalho, conseguir alcançar o papel higiênico pendurado na parede oposta.