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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo!

 .
Antigamente comemorávamos os equinócios, para celebrar a chegada da primavera ou o momento da colheita.
Hoje, celebramos o Ano Novo.
O sentido de renovação é o mesmo.
Precisamos marcar a passagem do tempo, quebrar a rotina, avaliar o passado, corrigir enganos, planejar o futuro e pôr a vida em nova perspectiva.
No dia do ano novo, ainda que por um breve instante, todo mundo dá ao menos uma paradinha para fazer um exame de consciência funcional e explicitar o desejo de um amanhã melhor.

São bilhões de pessoas desejando a mesma coisa ao mesmo tempo, um verdadeiro tsunami de energia positiva.
É só aproveitar.

Feliz Ano Novo!



quinta-feira, 7 de julho de 2011

Começa com C


Da série "Exumações"

O texto é velho, de 2009, mas só li hoje, quando recebi por e-mail de um amigo. Achei divertido. Como ando na base da lei do menor esforço, sem muita inspiração ou disposição para blogar, segue a transcrição.





Tudo que vicia começa com c


Escrito por Ricardo Mallet

Há momentos na vida de um ser humano em que ele se vê sem nada realmente interessante pra fazer. Assim, sem companhia, computador ou iPod e com celular fora de serviço, numa viagem de ônibus para Cruz Alta, fui obrigado a me divertir com os meus próprios pensamentos. Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios.

Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra c! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê.


Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê.


Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também – adivinha – começa com a letra c.


Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein?


E o chocolate? Este dispensa comentários. Vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.


Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade… cinco.


Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra c. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito.


Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura.

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Comentários do blog: 
 
1 - Corrupção vicia, e começa com c. (by Maurílio)

2 - Uma controvérsia: Segundo fontes fidedignas, a cannabis não vicia. No entanto, controvérsia vicia, e também começa com c.

sábado, 11 de junho de 2011

O mais é nada


Da série: Vigilância epistêmica


Não sei se por arrogância ou insensibilidade, alguém resolveu remendar o Ricardo Reis.

Tirou os quatro primeiros versos do poema e os substituiu por uma lista de conselhos pretensamente sábios, jogando na internet como se de Fernando Pessoa fossem.

Está na rede, recebi por e-mail um pps musical que não vou reproduzir aqui.

Aliás, fica uma dica que é tiro e queda:

Toda vez que aparecer uma lista de regras “edificantes” do tipo faça isso/não faça aquilo, atribuída a alguma personalidade literária famosa, pode ligar o desconfiômetro. A chance de a autoria ser falsa é grande. Esses textos costumam ser redigidos no modo imperativo, em tom condescendente e recheados de sempres e nuncas.

Fernando Pessoa, Vitor Hugo, Shakespeare, Arnaldo Jabor, Luis Fernando Veríssimo e outros agradecem.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Wikileaks


Estou pensando seriamente em encabeçar uma petição internacional para aumentar o escopo do Wikileaks.

Para além das fofocas diplomáticas, existem muitos outros assuntos “top secret” da maior relevância, que já passaram da hora de ser desvendados. Coisas que o “povo quer saber”.

O jornal virtual "Sensacionalista.com" começou a lista, algumas pessoas já deram suas contribuições. Quem quiser acrescentar outros itens de interesse nacional ou mundial, pode chegar. Fique à vontade para contribuir.

Lista de leaks:

- A idade da Glória Maria

- O que de fato aconteceu com o Ronaldo na final da copa da França

- Foto do Roberto Carlos de bermudas

- Foto do Tom Veiga operando o Louro José

- Critérios adotados pelo selecionador dos participantes do BBB

- O nome do ortopedista do Joaquim Barbosa

- O que tem na caneca do Jô (essa já foi respondida, mas ninguém quer acreditar)

- ..... (o que você gostaria de saber e estão te escondendo?)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Sexta-Feira 13 de Agosto


Só para constar, hoje é dia de sorte.
Boa sorte para todos nós.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Agradecimentos


De volta à casa, depois de um mês de andanças pelos Himalaias e Índia central,  vou contar as histórias da viagem aos pouquinhos,  para não cansar.

Antes, para ser justa, preciso prestar merecidas homenagens aos iluminados inventores do CROC, sem o que nada disso seria possível.

A eles, a minha eterna gratidão.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Só um alô



Fim de ano, época de renovar os afetos e jogar fora o entulho que, por preguiça ou falta de tempo, deixamos rolar para debaixo do tapete.
Época de celebrar a vida.
Por aqui a casa está cheia. O Natal foi ótimo. A cirurgia completou ontem um mês, estou de molho, em franca recuperação. Experiências que depois eu conto.
Por hoje só passei mesmo para deixar um alô e desejar um Feliz 2010 prá todo mundo.
Um beijão.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Bastidores (do grande negócio)

Luis Fernando Veríssimo (mesmo!)
Especula-se que a vinda do Sarkozy ao Brasil foi precedida de uma intensa negociação diplomática entre Brasil e França em torno de uma única dúvida: se a Carla Bruni viria ou não viria junto.

Quando o governo francês anunciou que ela definitivamente não viria, teria havido uma reunião de emergência no Planalto, com a participação do Itamaraty e dos ministros da Defesa e da Fazenda, quando ficara decidido que o Brasil concordaria em comprar helicópteros franceses, com a condição de que a Carla Bruni acompanhasse o marido.

O Sarkozy teria dito que infelizmente ela tinha um compromisso previamente marcado e não poderia vir. O governo brasileiro insistira: compraria, além dos helicópteros, 18 aviões, se a Carla Bruni também viesse.

A chancelaria francesa se desculpara: a senhora Sarkozy, infelizmente, não poderia atender ao convite. O Brasil então teria feito outra proposta: os helicópteros e mais 36 aviões.

A própria Carla Bruni escrevera um bilhete muito gentil ao Lula, agradecendo o carinho dos brasileiros, etc., mas reafirmando que, infelizmente, não poderia vir.

Nova reunião de emergência e nova oferta brasileira: os helicópteros, os 36 aviões e mais dois submarinos. Nova resposta francesa: infelizmente...

Então Lula autorizara a proposta final. O Brasil compraria os helicópteros, os 36 aviões e TRÊS submarinos, sendo um nuclear, e a França ainda poderia levar o que quisesse do pré-sal, com desconto, se a Carla Bruni viesse junto.

Aliás, se viesse a Carla Bruni, o Sarkozy nem precisava vir. O negócio estava fechado.

Os franceses aceitaram. Por isso grande foi a decepção quando a porta do avião se abriu e o Sarkozy apareceu sozinho. Depois ele explicou por que, à última hora, a mulher não pudera vir:

— Enxaqueca.

Mas aí ficaria chato o Brasil retirar sua oferta.

Claro que esta é apenas uma versão do que teria havido nos bastidores do grande negócio. Outra, menos verossímil, é que o Sarkozy é apenas um vendedor com muita sorte.


UM DIA
(Da série "Poesia numa hora destas?!")
Não esquente, não esquente:
um dia ainda vamos rir de tudo isto
histericamente.

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Do Blog do Noblat

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Calema


Hoje aprendi uma palavra nova: calema.

É o mar de ressaca.

A calema chegou à ilha de Luanda no meio da noite e fez um estrago enorme. Ouvi no rádio os depoimentos emocionados de pessoas que tiveram suas casas invadidas pelo mar ou destruídas pela força das ondas.

Amanhã vou lá espiar.


....................


De ontem para hoje, a lua saiu da fase cheia e começou a minguar. Na transição, a calema atingiu também outros ambientes de Luanda.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Mundo de Alice


Quero respirar fundo e tomar fôlego para mais uma jornada.
Quero me iludir.
Enquanto espero, preencho o vazio com decretos, rascunhos, degraus, congestionamentos de trânsito, sorrisos cansados.
Faço de conta que não percebo o que vejo.
Paciência. Mais paciência.
Hoje não sei o que estou fazendo por aqui. Devo ter me perdido pelo caminho.
No mundo de Alice qualquer caminho serve.
Saio de casa, posso ir à direita ou à esquerda. Ou posso ir em frente, tanto faz. E para qualquer escolha, logo existem outras, e outras, e outras.
E todas dão igualmente na mesma venda, que já não há.

sábado, 28 de março de 2009

O último romântico

Achei o grafite no Rede Furada, blog bonito, sincero e carinhoso baseado em Santo André, Bahia, Brasil.

Procura-se o autor.

domingo, 22 de março de 2009

Ainda os vistos


Não só os emolumentos cobrados pelos consulados de Angola em Brasília e no Rio variam.
Também os formulários para obtenção do visto ordinário são diferentes. Em Brasília as exigências parecem ser menos rigorosas. Não se precisa imprimir a página 2 no verso da página 1, e a página 4 no verso da página 3. Aliás, não tem página 4. E não há necessidade de se ir ao cartório para reconhecer a firma em nenhum termo de responsabilidade.
É bom, mas vai entender...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Quanto custa?

Outro dia comentei neste blog (clique) sobre a dificuldade de se conseguir um visto de entrada para Angola.
Hoje, conferindo os sites dos Consulados no Rio de Janeiro e em Brasília, me deparo com informações conflitantes acerca de um assunto básico: o preço dos emolumentos consulares.

Tabela do Consulado em Brasília:

Visto Ordinário
----- R$ 180,00 (Cento e oitenta reais)
Visto de Curta Duração
----- R$ 360,00 (Trezentos e sessenta reais)
Visto de Turismo
----- R$ 180,00 (Cento e oitenta reais)
Visto de Trânsito
----- R$ 54,00 (Cinqüenta e quatro reais)
Visto de Trabalho
----- R$ 540,00 (Quinhentos e quarenta reais)
Visto Para Fixação de Residência
----- R$ 720,00 (Setecentos e vinte reais)
Visto de Permanência Temporária
----- R$ 720,00 (Setecentos e vinte reais)
Visto Privilegiado
----- R$ 720,00 (Setecentos e vinte reais)


Tabela do Consulado no Rio de Janeiro:

1. VISTO ORDINARIO
-----USD 100,00
2. VISTO DE TRABALHO
-----USD 300,00
3. VISTO DE FIXAÇÃO DE RESIDENCIA
-----USD 400,00
4. VISTO DE TRANSITO
-----USD 30,00

Não há acordo.
É como o preço de qualquer outra coisa em Angola: depende.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Ei, você aí de casa!

Pode ir armando o coreto
E preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar
Muda a roupa de cama
Eu tô voltando...



Prá quem fica, tchau. Feliz Natal, feliz 2009 e até a volta.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Paradoxos lunares



Lua vazia é o período em que a lua deixa de se relacionar com os outros planetas do sistema solar e não forma conjunções, sextis, quadraturas, trígonos ou oposições com nenhum deles, até mudar do signo em que se encontra para o signo seguinte e, então, reiniciar seu ciclo de relacionamentos planetários.
A lua está vazia hoje, no horário de Brasília, entre as 15:02 até às 03:41 da madrugada de amanhã. Na hora de Luanda, entre as 18:02 do dia 12, até 06:41 do dia 13.
Dizem que nos períodos de lua vazia deve-se evitar dar início a empreendimentos que requeiram objetividade. Experiências subjetivas, de outro lado, são altamente favorecidas.

Mas hoje também é dia de Lua Cheia. Começou às 16:38, no tempo universal, correspondendo às 14:38 em Brasília ou 17:38 em Luanda. A última lua cheia do ano.
Durante a lua cheia, as emoções são desestabilizadas, as sensibilidades ficam à flor da pele. Tudo é tenso e difícil. É o momento das grandes marés. Lobisomens eclodem na lua cheia. Amores também. Amores, como lobisomens, são fruto de muita subjetividade.

Lua cheia e Lua vazia. Ao mesmo tempo. Hoje, aqui, agora.



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Este é o 100 post deste blog. Tinha que ser assim.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Dia Internacional do Voluntário

São muitas as maneiras de participar, de contribuir para a construção de um mundo mais solidário e mais feliz.
Em 1985 a Assembléia Geral das Nações Unidas instituiu o dia 5 de dezembro como o Dia Internacional do Voluntário para o Desenvolvimento Econômico e Social, com o objetivo de incentivar a participação voluntária em todo o mundo.
Ainda dá tempo, ainda tem jeito.
http://portaldovoluntario.org.br/?idconteudo=829

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Dando um tempo

Quando me convidaram para trabalhar em Angola, achei bastante curioso esse negócio de viagens prá casa a cada 2 ou 3 meses. Hoje entendo perfeitamente, é um tempo destinado à reciclagem, indispensável para a saúde. Vou aproveitar o meu para:

1 - Recompor a cesta básica de afetos. Quero muitos abraços. Como alguém pode ser feliz sem receber pelo menos um abraço por dia? É como ficar sem respirar, só dá prá aguentar pouco tempo. Quero muitos carinhos.

2 - Respirar ar puro! Quero dizer ar sem poeira. Ou pelo menos ar com pouca poeira. E sem nenhum aparelho de ar condicionado por perto!!! Minha tosse crônica se alivia, a diferença é notável.

3 - Admirar um céu azul, com sol brilhando.

4 - Passear. Andar até a banca para comprar um jornal. Tomar um sorvete na padaria. Pegar um táxi. Abrir o vidro do carro. Ir ao cinema assistir a um bom filme. Com direito a pipoca e guaraná.

5 - Ir ao cabeleireiro. Cortar o cabelo, pintar, hidratar, fazer as unhas. Mão e pé.

6 - Ir ao ortodontista. Tratamento em curso.

7 - Ir ao médico. Andei visitando hospitais angolanos, péssima experiência. Guardarei para o resto da vida a Sagrada Esperança de nunca mais precisar voltar por lá. Agora tenho que tentar reparar os estragos causados.

8 - Fazer umas comprinhas, claro. Utilidades, presentinhos, cosméticos, higiene pessoal. Talvez uma roupinha nova. Livros, com certeza.

9 - Procurar uma costureira. Emagreci bastante, as calças compridas precisam de ajuste.

10 - Relaxar, poder me desarmar, sentir-me novamente em casa.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Dica


Trinca Espinhas é um restaurante português perto do Kinaxixi. Almocei lá hoje pela terceira vez. Um primoroso bacalhau a lagareiro, caprichadíssimo. Ainda não provei nenhum melhor. E muito bem servido. Fiquei até arrependida de ter sucumbido à tentação dos pãezinhos do couvert. Quem pediu o prato do dia, um cozido, também aprovou. E a dolorosa não foi nada dolorosa, para os padrões da cidade.
Para quem quiser experimentar, fica na Rua Antônio Saldanha, n°73/75, Ingombotas. Como aqui ninguém consegue chegar a lugar nenhum pelo endereço, segue um mapa de localização. Se não adiantar, é só telefonar que eles explicam. Aliás, é preciso telefonar mesmo, para fazer reserva. Telefone 917 870 564 ou 923 448 418. Qualquer coisa, é só falar com o Jorge.


Importante: fechado aos Domingos e nos primeiros sábados do mês.

sábado, 26 de julho de 2008

Um mês


Vista da cidade. Fotomontagem

Trinta dias, hoje. Já posso fazer um balanço. Considerando os prós e os "contra-prós", o resultado é positivo. Vamos ver:

Do lado positivo: estou bem instalada. Para os atuais padrões angolanos da classe média, estou muitíssimo bem instalada. O prédio é novo, o apartamento relativamente bem montado, três quartos. Divido com dois colegas que vieram junto, no mesmo projeto de trabalho. Temos DUAS empregadas, uma cozinheira e uma arrumadeira. E um carro à nossa disposição, um Tucson azul, câmbio automático, praticamente novo, com motorista. Nunca tive tantas pessoas a meu serviço, numa avaliação per capita. Moro a três quilômetros do trabalho, e posso almoçar em casa todo dia. [Considero isso um luxo em escala mundial.]

Do lado negativo: Morar com os colegas de trabalho pode ser problemático. Às vezes é difícil deixar as divergências profissionais do lado de fora da porta. Os empregados não são nenhuma Brastemp, o trânsito é pesado e o trajeto entre a casa e o trabalho pode demorar de treze minutos até uma hora e quinze.

Do lado positivo: A ajuda de custo que recebo é suficiente para pagar as contas do supermercado e alguns extras. As compras da casa são divididas, ninguém reclama da despesa nem discute a marca do café ou o preço do sabão em pó. [Ou das Cucas.]

Do lado negativo: Não se acha tudo o que se quer ou se precisa comprar. Algumas coisas são caríssimas, como um cacho de bananas (ou um maço de coentro) por R$ 10,00 , e um abacaxi por R$ 8,00. Um potinho tipo tuperware pode custar US$ 10,00. Uma sessão de compras de supermercado pode exigir a ida a três estabelecimentos, e ainda ficar faltando alguma coisa. Produtos diet/light são raríssimos.

Do lado positivo: Tenho conhecido muita gente interessante. Boas conversas, momentos agradáveis, engraçados, enriquecedores, muito legal.

Do lado negativo: Saudade dos amigos. Dos ombros e dos colos, do aconchego, dos afetos compartilhados. Não tem internet ou skype que se compare, nem com garantia de bom funcionamento [o que não é o caso por aqui]. Quanto tempo demora para um novo conhecido interessante ser promovido à condição (top de linha) de amigo?

Do lado mais negativo ainda: Restrição de movimentos. Não dá prá ir aonde se quer, quando se quer. O "como ir" tem sido um problema para mim. Aqui não tem taxi, pelo menos no conceito que costumamos emprestar à palavra. Preciso recuperar minha autonomia, andar na cidade sem depender dos outros. Preciso aprender a me localizar e vencer o bloqueio de dirigir um trambolhão, num trânsito insano.

Do lado positivo: A oportunidade de vencer o bloqueio de dirigir um trambolhão num trânsito insano. A oportunidade de superar limitações. De viver e experimentar coisas novas. De mudar, de me reafirmar, de me reconstruir. Ou não.