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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Grafites de ateliê


Da série Poesias do Cotidiano

E por falar em poesia, estas aqui em baixo são frases-poema do português Fernando Aguiar, fotografadas no Museu Arqueológico do Carmo, Lisboa, em Junho de 2010.  As fotos estavam meio perdidas, a memória delas não.  Foi um doce momento naquela  viagem, desses que não se esquecem. E eu queria muito publicá-las aqui no blog.

Fernando Aguiar é  “o mais internacional dos poetas portugueses da atualidade”, nas palavras de Antonio Miranda,  que achei aqui no Google.  “Fernando Aguiar faz a ponte entre iconografia e poesia, pela visualidade, valendo-se da colagem, associando imagens pictóricas e letrismo numa grafitagem de ateliê”.


 
 




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Segredos da Cruz de Lucio


Da série "Poesias do Cotidiano"

Toda cidade tem seus segredos, ou um certo tipo de charme que se revela apenas para os muito  íntimos.

Ano passado publiquei aqui no blog um post sobre os painéis de poesia da Biblioteca Demonstrativa do INL, na 504/505 Sul. 
Muita gente não conhecia.
Apesar de estarem lá há anos, à vista de todos, as pessoas passam sem ver, de olho no relógio, no sinal de trânsito ou nos malabaristas que se exibem na esquina.

Do outro lado do prédio também existem painéis.  Estão na contra-mão do tráfego, impossíveis de serem lidos por quem passa de carro.  Privilégio de pedestres atentos e - agora - dos freqüentadores do Seguindo Adiante.

(1)

(2)



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Para ajudar na leitura:

(1) - 
Da alma do velho pássaro falecido ouvi teu canto rouco, manso. 
Sol ardente / dor incendiante /  resisti. 
Num hai-kai de três asas / sem som de palavras / bem-te-vi.

Minha filha, mais sábio que viver um romance é lê-lo antes de deitar.
[n.e. Sábio conselho!]


(2) - 
A menina distante
As cigarras quentes de poeira dissolvem-se em estalos.
- Volto de olho firme ao verde para a derradeira manga.

Miragem
A luz escapa de escassas janelas
A super-quadra arfa sob estrelas diminutas
A madrugada desmorona
E a perfeição existe.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

100 anos de Carlos



Poesia
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
Carlos Drummond de Andrade



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Raku

Há algum tempo venho tentando sintonizar de novo o canal espiritual do "fazer cerâmico", mas ainda não consegui acesso pleno.
Existe muita coisa no meu caminho a desviar a atenção e suscitar curiosidade.

Ano passado fui a um congresso em São João del Rey, conheci gente boa, aprendi técnicas interessantes, mas não evoluí. Este ano vou de novo, já fiz minha inscrição: fim do mês, em São Paulo.

No último fim de semana fiz mais um ensaio de reaproximação dos deuses do fogo. Com um grupo de amigos ceramistas que frequentam o ateliê "Oficina do Barro", organizamos um "raku".

Trata-se de uma técnica medieval de queima importada do Japão, já adaptada ao jeitinho ocidental de viver e fazer coisas.



Tudo começa com uma queima a gás. O forno é muito simples, feito com manta cerâmica e tela metálica. 



Quando a temperatura atinge o patamar desejado (entre 800 e 1000 graus), o gás é desligado e o forno é aberto, para a retirada das peças incandescentes.



É um espetáculo, principalmente se o forno for aberto à noite. O primeiro raku não se esquece.



As peças retiradas do forno são colocadas em tambores cheios de serragem e folhas secas. O material pega fogo e produz muita fumaça, provocando os efeitos especiais desejados.



As peças acima são exemplos de "raku pelado", objetos sem esmalte, onde a fumaça atua diretamente sobre o corpo cerâmico. A expressão vem do inglês "naked raku", que alguns preferem traduzir como "raku nú".

Eu prefiro os pelados.



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Poesias do cotidiano

Os painéis estão na fachada lateral da Biblioteca Demonstrativa do INL, na 504/505 sul.
Todos os dias passo por lá, paro no sinal fechado e leio. Cada vez gosto mais.

Há muito tempo estou me prometendo trazê-los para o blog. E o dia é hoje, porque estou particularmente sensível e porque passei duas semanas sem publicar nada.

Todos merecemos um presente de vez em quando.








sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Filmaço


Tropa de Elite - 2 é um filmaço, como poucos. Impecável.
Aproveitei a tarde para ir ao Cinemark conferir.
Pouca gente na sala, mas o filme terminou sob as palmas da platéia, coisa que até hoje eu só tinha visto em festivais ou avant-premiéres.
Saí do cinema com sentimentos mistos de admiração, raiva, impotência e desencanto.
Pena que o Tropa só foi lançado agora, depois das eleições.
Pena que o Governador do Rio de Janeiro já tenha sido eleito no primeiro turno. Perdeu-se uma grande oportunidade de discutir corrupção e segurança pública com a profundidade e seriedade que o assunto requer e a cidade merece.  Que todas as cidades merecem, aliás.

Pena que os debates de segundo turno sejam tão debilóides.

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Pena que "Lula, o filho do Brasil" já foi indicado para humilhar o Brasil no Oscar.

domingo, 12 de julho de 2009

Pérolas angolanas

Visto por fora o prédio é um tesouro. O cartão postal de Luanda.
Por dentro abriga coisas lindíssimas, que vou descobrindo aos poucos.








Sala de reuniões do Conselho do BNA.
Não tem preço.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Dúvida existencial

- Papai, Deus é homem ou é mulher?

- Querido, Deus não é homem nem mulher.

.............................

- Papai, Deus é adulto ou é criança?

- Deus não é adulto e nem criança.

..................................

- Papai, Deus é preto ou é branco?

- Deus não é preto e nem branco, meu amorzinho.

......................................

- Papai, Deus é Michael Jackson?





In Memorian.
O mundo hoje acordou triste.
Essa doeu.

quinta-feira, 19 de março de 2009

O Semeador de Estrelas

Recebi de uma amiga, por e-mail, e compartilho com vocês:


Muito interessante! O semeador de estrelas é uma estátua que está em Kaunas, Lituânia. Durante o dia pode até passar despercebida, como mostra a foto. Um bronze a mais, herança da época soviética: Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu título. Com a escuridão seu nome passa a fazer sentido. Vejam então a foto tirada à noite: