quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Petra












Petra é  realmente uma das grandes maravilhas do mundo. Estava perdida, e foi redescoberta em 1812 por um arqueólogo suíço chamado Johann Ludwig Burckhards, o mesmo que descobriu Abu-Simbel. É o próprio cenário de Indiana Jones no Templo da Perdição.


Estas fotos são só um aperitivo.

De Petra fui para Wade Rum ver o nascer do sol, como recomendou a Menina de Angola. Agora estou em Aman, a Internet é ruim e o tempo é curto. Depois conto mais.

Fronteiras



Um dia inteirinho para atravessar a fronteira entre o Egito e a Jordânia. Os planos anteriores envolviam um trânsito por Israel, mas foram cancelados e refeitos.


Saímos de Sharm-El-Sheik às 11 horas, de ônibus, com destino a Nuweiba para pegar um ferry boat. Entramos no ferry às 15:40, depois de mostrar o passaporte por 4 vezes:

- para passar na imigração;

- para entrar no ferry;

- para subir a escada do ferry até o convés de turistas;

- para entrar na sala destinada aos turistas.


O ferry só saiu às 17:30. Chegamos em Aqaba às 19:30 e em Petra às 23.

Depois eu conto sobre Petra.

Romany



Este é o Romany, egípcio e cristão ortodoxo. É sócio em Hurghada de uma lojinha de souvenires para turistas. Daqui a uns dois dias vai se recolher a um monastério para um retiro espiritual, preparando-se para em breve gravar no Cairo seu primeiro CD de música religiosa. Eu ia dizer “gospel”, mas não seria verdade. A música religiosa do Romany não tem nada a ver com o que conhecemos com gospel ou como música sacra.


Ele é cantor, não toca nem compõe. E canta bem. Prometeu mandar os arquivos pela internet, quando ficarem prontos.

Se ele mandar, divulgo aqui.

Hurghada e Sharm-El-Sheik



À beira do mar vermelho, Hurghada é um conglomerado de hotéis e resorts espalhados por sessenta quilômetros de praia, construídos nos últimos 35 anos com capital estrangeiro. Parece um parque temático, como Cancún, Las Vegas ou Disneyworld.


Quem está em Moscou pode comprar um pacote de uma semana para Hurghada, com tudo incluído, por meros US$ 400,00. O lugar vive coalhado de russos aproveitando a fartura de comidas e usufruindo a vodka nossa de cada dia incluída no valor da diária.

Cheguei a Hurghada num avião da Embraer.
De Hurghada a Sharm-El-Sheik são menos de 20 minutos de vôo. Pertinho. Outro avião da Embraer. Havia uma travessia por ferry boat, mas foi cancelada por razões de segurança de navegação. Disseram que recentemente um ferry teria virado devido ao mau tempo. Difícil de acreditar, porque a praia mais parece um piscinão: anda-se mais de 100 metros com água pelas canelas. É possível também fazer a travessia por terra, mas demora mais de 10 horas.






Sharm-El-Sheik é a meca dos praticantes de mergulho autônomo. Fui conferir e faz jus à fama. Fica na península do Sinai. É mais recente que Hurghada e até pouco tempo estava em poder dos israelenses.




Outras:

Quem se lembra da Mirinda? Aqui tem.

No cardápio do bar existe um drink chamado “Caipirinha”, feito com rum e com um tal de syrup, xarope prá lá de enjoativo. Já apresentei meus protestos à gerência do estabelecimento.

Vi na TV a cabo um filme americano dublado por apenas 1 pessoa. Explico melhor: uma mesma voz masculina dizia as falas de todos os personagens da história, fossem homens, mulheres ou crianças. Vê se pode!

Assisti um show com uma espécie de versão egípcia da dança dos dervixes (deve ser). Quatro dançarinos rodando sem parar, vestidos com saias godês guarda-chuva, fazendo malabarismos com elas. Sensacional.

Tinha também um dançarino da dança do ventre gay. Dançava melhor do que as dançarinas mulheres.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Só Alá é perfeito

Tomei o café da manhã ouvindo “Triste”, do Tom, lindamente cantado por uma voz que não sei de quem é. Privilégio para mim e para mais três brasileiras que estavam por lá. Na verdade, o hotel está cheio de brasileiros, para além dos onipresentes japoneses.
E eu tinha me esquecido dos maravilhosos pães egípcios de massa folhada. Como pode?

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O Museu do Cairo é imperdível. Riquíssimo, abarrotadíssimo, desorganizadíssimo. Nunca vi tanta gente num museu. A fila para ver as relíquias do túmulo do Tutankamon era digna do funeral de um grande astro pop. O Tutankamon é pop.




















Não se pode fotografar no interior do museu. Do lado de fora, a aglomeração e a fila.


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Seduções de uma loja de perfumes e óleos aromáticos


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A grande pirâmide, de Quéops, é a da esquerda. Vista daqui parece menor que a pirâmide de Quéfren (a do meio), seu filho. Dizem que a localização foi cuidadosamente escolhida para produzir esse efeito. A da direita é a pirâmide de Mikerinos.
 


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A vista da esplanada das pirâmides, com a Esfinge á frente, é emocionante, uma das paisagens mais lindas que já tive a oportunidade de contemplar. Não há fotografia que faça jus a tamanha grandeza. Talvez por causa disso, minha velha Sony Ciber Shot de guerra ficou amuada, e evitou a humilhação negando-se a trabalhar. Não deu foco mesmo.
Enfim, paciência. Nada é perfeito, só Alá.


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Dia 1 - Abobrinhas

Seis horas de viagem entre São Paulo e Dakar. Duas horas de espera dentro da aeronave. Outras seis horas entre Dakar e Istambul. Será que a Kátia ainda está em Dakar? Bem que eu podia ter programado um pit stop de verdade.

Quatro horas de espera no aeroporto de Istambul para pegar o vôo para o Cairo. Deu tempo prá percorrer as lojinhas do free shop, bem abastecidas de tentações de toda espécie. Todos os preços cotados em Euro.

O turco é uma língua muito estranha, nada é familiar. Existem palavras que começam com Ç e às vezes a cedilha aparece debaixo do S:



A minha mala pesou 19 kilos ao ser despachada no aeroporto de Brasília e 21 no aeroporto de São Paulo, quando foi despachada para o Cairo. Vai entender...

O aeroporto de Dakar me causou boa impressão, visto do lado de fora. Acho que eles deixam o mato crescer ao lado da pista só para ninguém se esquecer de que fica na África.

Tenho certeza de que existe um curso especial de inglês para capacitar comissárias de bordo. Obrigatório. Elas só se habilitam aos vôos internacionais quando demonstram desembaraço para falar ao microfone sem que ninguém entenda bulhufas. Ressalvas apenas para o ladies and gentlemen do início e o thank you do final.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Roteiro



Excetuando o Cairo, onde já estive há trocentos anos atrás, o resto é novidade para mim. Serão quinze dias de interlúdio, enquanto tomo fôlego e coragem para encarar uma cirurgia que não consigo adiar por muito mais tempo.
Parece que todas as vezes que estou prestes a tomar uma decisão importante na minha vida engreno uma viagenzinha no meio do caminho. Foi assim em 2007, quando decidi parar de fumar.  Fui procurar inspiração em Mianmar, em plena revolta dos monges budistas contra os abusos de um governo autoritário.
Foi assim também em 2008, quando Angola entrou no meu caminho para renovar as sinapses e sacudir as teias de aranha da mesmice. Até então, nunca havia morado em outro país.
E vai ser agora em 2009, de novo. Me despeço de um jeito de ser que,  ao longo do tempo, me fez introjetar limitações que chegou a hora de abandonar. De certa forma, é o início de uma ruptura.
Como sempre acontece, estou cheia de expectativas. Vamos ver.
Não fui eu quem escolheu esse roteiro. Ele me escolheu.
Na medida do possível, pretendo ir contando as histórias e e mostrando as fotos desses lugares tão mágicos.
Inté.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Daqui a dez dias ....



Daqui a dez dias vou arrumar a mala. Vou deixar o inexorável para depois. Antes preciso tomar fôlego para enfrentar os medos, porque hoje estou como quem está prestes a saltar de paraquedas.

Vou para o deserto. O deserto não me assusta: Egito, Jordânia e Síria. Na volta o resto se resolve. No momento oportuno.

Fui buscar o Fernando Pessoa. Será que existe sentimento que não esteja ali descrito?
..........
Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
Sentado em companhia com as camisas que não cabem,
Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
Senão saber isto:
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
..............
Acendo o cigarro para adiar a viagem,
Para adiar todas as viagens.
Para adiar o universo inteiro.

Volta amanhã, realidade!
Basta por hoje, gentes!
Adia-te, presente absoluto!
...................
                                   Álvaro de Campos

Você sabe pular corda?


Sabe nada.
Você pensa que sabe. Quer ver?
[CLIQUE]

domingo, 4 de outubro de 2009

A vida é bela

Uma paradinha num spa de vez em quando todo mundo merece. Uma semana de puro narcisismo, a cuidar da saúde, da pele, do peso,  massagens, exercícios, ginástica e coisas semelhantes. Vida de princesa.

Estive há pouco num spa em Sorocaba. O padrão é de 600 calorias diárias. À primeira vista parece impossível resistir até o final da temporada sem morrer de fome ou pular o muro para roubar uma pizza no restaurante vizinho. Mas, inacreditavelmente, o esquema funciona. E bem.

O dia começa quando alguém te acorda às sete e quinze da manhã. No desjejum, café ou chá à vontade, com várias qualidades de adoçantes para escolher.



Uma fatia de pão integral com patê ou geléia, uma xícara de leite desnatado ou iogurte. Presencia-se diariamente o milagre da multiplicação: um mamão papaia serve umas 10 porções.



Depois do desjejum, pode-se ler o jornal, fazer uma caminhada curta ou ir ao médico: tem cardiologista, ortopedista, cirurgião plástico, endocrinologista, clínico geral, etc. Sabe aquele check-up que estava dois anos atrasado  e ainda ia ficar pro ano que vem? Assunto resolvido.
Às 10 é hora do lanche. Um potinho de gelatina e um pedacinho de alguma fruta.



Logo depois, hidroginástica. A piscina é aquecida. Quando chove ou faz frio, recorre-se à piscina coberta.





O almoço começa a ser servido ao meio dia. Os pratos são bem apresentados e a comida saborosa. As quantidades são mínimas, mas em compensação pode-se beber uma jarra inteira de suco. Com direito a sobremesa.



Às duas horas, fisioterapia. Técnicas e equipamentos de última geração. Às três, massagem, às quatro, mais hidroginástica na piscina. Antes da hidro, mais uma comidinha.



O jantar começa às seis e meia da tarde, e pode ser servido até as oito da noite.



Depois do jantar, jogos de salão para confraternizar. De preferência aqueles bem inclusivos, que a qualquer hora permitem a entrada de mais um: mexe-mexe, perfil, imagem e ação, etc. Uma noite por semana tem bingo, em outra tem cinema no shopping.

Às 10 horas é servida a ceia.

E assim a semana passou rapidinho.

Quem gosta pode ainda fazer academia, jogar tênis, andar na esteira, dormir na rede, fazer hidromassagem, ver televisão, ir ao cabelereiro ou ao podólogo.

Muitos angolanos já descobriram as maravilhas do spa. Volta e meia aparecem por aqui e deixam ao sair uma imagem de alegria e descontração. A professora de hidro fala tranquilamente em espantar a “mangonha” . O fisioterapeuta conhece a tarrachinha e já foi convidado a uma sociedade em Luanda.

Oito dias, menos três quilos. A caminho de casa, um pit stop no aeroporto para um chope gelado, que ninguém é de ferro.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio de Janeiro - 2016



Avisa lá que eu vou !!!