Antecedentes:
1 - A Constituição de Honduras foi democraticamente instituída.
2 - O artigo 239 da Constituição de Honduras estabelece:
“O cidadão que tenha desempenhado a titularidade do Poder Executivo não poderá ser presidente ou indicado. Quem transgredir essa disposição ou propuser a sua reforma, assim como aqueles que o apoiarem direta ou indiretamente, perderão imediatamente seus respectivos cargos e ficarão inabilitados por dez anos para o exercício de qualquer função pública”.No original, está escrito “cesarán de inmediato en el desempeño de sus respectivos cargos”. Em espanhol, “de imediato” quer dizer “de imediato”.
3 - Zelaya convocou uma consulta popular propondo uma reforma constitucional, com vistas à sua reeleição.
4 - Os que se opuseram às pretensões de Zelaya, incluindo membros de seu próprio partido, recorreram à justiça, argüindo que a tal consulta estaria a violar o dito artigo 239.
5 - O artigo 184 da Constituição Hondurenha diz:
"Las Leyes podrán ser declaradas inconstitucionales por razón de forma o de contenido. A la Corte Suprema de Justicia le compete el conocimiento y la resolución originaria y exclusiva en la materia y deberá pronunciarse con los requisitos de las sentencias definitivas."6 - A Corte Suprema de Justiça considerou a consulta popular inconstitucional. Para reforçar a posição, o Congresso hondurenho aprovou uma lei especial proibindo a realização de consultas populares seis meses antes ou seis meses depois das eleições gerais.
7 - Manuel Zelaya desconsiderou a decisão da Justiça e deu ordens ao exército para que seguisse adiante com o plebiscito. O general Romeo Vásquez, comandante militar do país, se recusou a cumprir a ordem e foi destituído.
8 - A Corte Suprema de Justiça considerou ilegal a destituição do general e determinou sua volta ao posto.
9 - Zelaya recusou-se a acatar a decisão da Corte Suprema e, com o apoio de seus correligionários, tentou prosseguir com a consulta popular, ao arrepio do Congresso, da Justiça e das Forças Armadas.
10 - No dia 28 de julho, véspera do dia previsto para o plebiscito, às 5h30 da manhã, Zelaya foi embarcado pelos militares num vôo para a Costa Rica. No mesmo dia, Roberto Micheletti, presidente do Congresso, assumiu a Presidência.
11 - O artigo 272 da Constituição hondurenha estabelece que as forças armadas de Honduras são garantidoras da ordem constitucional caso ela seja ameaçada:
"Las Fuerzas Armadas de Honduras, son una Institución Nacional de carácter permanente, esencialmente profesional, apolítica, obediente y no deliberante. Se constituyen para defender la integridad territorial y la soberanía de la República, mantener la paz, el orden público y el imperio de la Constitución, los principios de libre sufragio y la alternabilidad en el ejercicio de la Presidencia de la República."12 - A Corte Suprema entendeu que a deposição de Zelaya teria sido automática. Seguindo ainda outros dispositivos constitucionais, caberia ao presidente do Congresso Roberto Micheletti assumir provisoriamente a Presidência da República.
13 - Eleições gerais foram marcadas para o dia 29 de novembro.
14 - No dia 21 de setembro Zelaya voltou ao país clandestinamente, após duas tentativas frustradas pelos militares. Contou com apoio e suporte logístico oferecido por Hugo Chavez e abrigou-se na embaixada do Brasil. Uma vez instalado, transformou a embaixada em seu escritório particular. Saqueou a despensa, desautorizou os diplomatas brasileiros, e passou a dar entrevistas, fazer provocações, incitar a população para a guerra civil, provocar o caos.
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De lá prá cá, as coisas vão cada vez pior, com todo mundo metendo os pés pelas mãos. Nossas autoridades apóiam, aplaudem e ainda arrotam bravatas. Nossa burocracia mete o rabo entre as pernas, engole os sapos e faz de conta que está tudo certo. Hugo Chavez se diverte com o colapso da diplomacia brasileira que não se dá ao respeito.
Quem puder que me responda, quais seriam os superiores e ultra-secretos interesses nacionais a serem defendidos com a estratégia da subserviência a um psicopata bolivariano que há muito procura uma guerrinha nas vizinhanças para se divertir.
Que despejem o Zelaya na porta da embaixada da Venezuela.
Como brasileira, estou indignada, humilhada e envergonhada por tanta irresponsabilidade, tanta incompetência, tanta estupidez.















Elas são as zungueiras. Vão buscar nos armazéns atacadistas mercadorias para vender pelas ruas de Luanda. É uma profissão. A alternativa é a fome.



