terça-feira, 31 de março de 2009

Namorado Brasileiro

Da coluna Estilo, de Nirlando Beirão.
Carta-Capital – 1º de Abril 2009


"Madonna tem um namorado brasileiro. Ou tinha. O estilista Calvin Klein tem um namorado brasileiro – ou mais de um, sabe-se lá. O fotógrafo Mario Testino, também. Marc Jacobs, a assinatura por trás da moda Louis Vuitton, tem seu namorado brasileiro.
Esta coluna fica perplexa com a reclamação que ouve sempre de certas mulheres, mesmo as de muita qualidade.
Aparentemente, a coisa mais fácil do mundo é arranjar um namorado brasileiro. "


Marc Jacobs e namorado brasileiro

Lance Bass e namorado brasileiro

Drew Barrimore e namorado brasileiro

Namorado brasileiro da Madonna

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Este Blog compartilha a perplexidade do colunista, mas admite que as reclamações procedem. Explicações, palpites e comentários são bem vindos.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Portátil

Livraria Cultura de Brasília. Não foi em Itú.

sábado, 28 de março de 2009

A voz do povo

Pois é.
Bento XVI vai à África e diz que o uso de contraceptivos leva a um "colapso da moralidade sexual" e que a o combate à Aids deve ser feito por meio de "fidelidade e abstinência".

A resposta não demorou muito. Bento XVI já virou embalagem de camisinha em Paris. Dizem as más línguas que podem ser encontradas nas bitolas 12, 14 e 16.

O último romântico

Achei o grafite no Rede Furada, blog bonito, sincero e carinhoso baseado em Santo André, Bahia, Brasil.

Procura-se o autor.

domingo, 22 de março de 2009

Utilidade Pública

Campanha da Igreja Universal.

Ainda os vistos


Não só os emolumentos cobrados pelos consulados de Angola em Brasília e no Rio variam.
Também os formulários para obtenção do visto ordinário são diferentes. Em Brasília as exigências parecem ser menos rigorosas. Não se precisa imprimir a página 2 no verso da página 1, e a página 4 no verso da página 3. Aliás, não tem página 4. E não há necessidade de se ir ao cartório para reconhecer a firma em nenhum termo de responsabilidade.
É bom, mas vai entender...

quinta-feira, 19 de março de 2009

Quanto custa?

Outro dia comentei neste blog (clique) sobre a dificuldade de se conseguir um visto de entrada para Angola.
Hoje, conferindo os sites dos Consulados no Rio de Janeiro e em Brasília, me deparo com informações conflitantes acerca de um assunto básico: o preço dos emolumentos consulares.

Tabela do Consulado em Brasília:

Visto Ordinário
----- R$ 180,00 (Cento e oitenta reais)
Visto de Curta Duração
----- R$ 360,00 (Trezentos e sessenta reais)
Visto de Turismo
----- R$ 180,00 (Cento e oitenta reais)
Visto de Trânsito
----- R$ 54,00 (Cinqüenta e quatro reais)
Visto de Trabalho
----- R$ 540,00 (Quinhentos e quarenta reais)
Visto Para Fixação de Residência
----- R$ 720,00 (Setecentos e vinte reais)
Visto de Permanência Temporária
----- R$ 720,00 (Setecentos e vinte reais)
Visto Privilegiado
----- R$ 720,00 (Setecentos e vinte reais)


Tabela do Consulado no Rio de Janeiro:

1. VISTO ORDINARIO
-----USD 100,00
2. VISTO DE TRABALHO
-----USD 300,00
3. VISTO DE FIXAÇÃO DE RESIDENCIA
-----USD 400,00
4. VISTO DE TRANSITO
-----USD 30,00

Não há acordo.
É como o preço de qualquer outra coisa em Angola: depende.

O Semeador de Estrelas

Recebi de uma amiga, por e-mail, e compartilho com vocês:


Muito interessante! O semeador de estrelas é uma estátua que está em Kaunas, Lituânia. Durante o dia pode até passar despercebida, como mostra a foto. Um bronze a mais, herança da época soviética: Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu título. Com a escuridão seu nome passa a fazer sentido. Vejam então a foto tirada à noite:



segunda-feira, 9 de março de 2009

A Ponte do Carvão

O Dia Internacional da Mulher é feriado em Angola. Este ano, caiu no Domingo e feriados que caem no Domingo são automaticamente transferidos para Segunda-feira. A essa transferência chamam “ponte”.

Por causa dessa ponte, tive tempo hoje para procurar uma outra ponte, a Ponte do Carvão, a que se referiu nosso prezado leitor Septuagenário a propósito do post sobre a Luanda turística.
Fiquei curiosa e fui buscar informações. Me disseram que ficava mais ou menos na altura do restaurante Tamariz, antes do parque, depois da padaria.

Hoje fui até lá. Perguntei daqui, perguntei dali, errei o caminho, tive de voltar até a rotunda, fui parar num posto policial onde me sugeriram pedir orientação num posto da polícia marítima, onde atolei o carro no areal, mas me ajudaram a empurrar e indicaram (errado) o caminho de um posto fiscal, que não existe mais. Vira e mexe, entre becos e buracos conheci mais um pedacinho da Luanda do mundo real. Fora da bolha. No fim, acredito que cheguei e fotografei.

Com vocês, a Ponte do Carvão:

À direita, alguns barcos ancorados.


À esquerda, escombros de barcos naufragados

Ao longe, um pedacinho da Luanda turística

De perto, um pedacinho da Luanda do mundo real.

Nada no Google sobre a Ponte do Carvão. Mais um exemplo de amnésia cultural. A Ponte junta-se ao Rei Katiavala e aos Painéis de Azulejos do BNA, à espera do resgate de suas historias.

sábado, 7 de março de 2009

Luanda Turística



A Luanda turística não existe. As pessoas vêm aqui para trabalhar, ou em "prospecção de negócios". Quando muito, mulheres vêm visitar seus maridos. Não é que faltem candidatos a turistas, eles existem. Mas é impossível conseguir um visto de entrada assim...digamos... só porque você quer conhecer a cidade e tem uns dolarezinhos para gastar. Por curiosidade pode-se conhecer Nova Iorque, Tóquio, Dubai, Hanói, Lisboa, Rio de Janeiro... Luanda não. Quem fizer muita questão de vir à África poderá visitar o Egito, Marrocos, Namíbia, Ilhas Seycheles, quem sabe? Angola está fora do roteiro. Duvida? Tente. E depois me conte.

As fotos mostram a baía de Luanda vista a partir da ilha do Cabo. É um lindo cenário. A cidade sabe ser fotogênica, quando exibe seus ângulos mais favoráveis. As mazelas desaparecem. É bwé kumbú.


quarta-feira, 4 de março de 2009

Que chuva, hein?



Ontem. Saio do trabalho às 7 da noite. Chuva. A avenida Marginal parece um grande estacionamento. Nada se mexe. Ninguém buzina, porque a água é tanta que o santo conformismo baixou para anestesiar os ânimos de quem ousar pretender ir prá casa.

A enxurrada cobre metade da roda do carro, a água sobe pela calçada.

Consigo chegar em casa às nove e meia da noite. Duas horas e meia para percorrer a distância de apenas três quilômetros, pelo caminho mais curto.

O motorista da equipe desiste de seguir para a Cazenga, onde mora. Fica por aqui mesmo. E faz bem, porque nem à pé teria conseguido chegar.

Hoje de manhã ouço as notícias no rádio: casas alagadas, ruas interditadas, gente morta.

Luanda não suporta a chuva. A cidade se afoga no meio do lixo, dos bueiros entupidos, dos buracos, das obras inacabadas, da baderna, da imprevidência.


domingo, 1 de março de 2009

Quem foi o Rei Katyavala?

Existe em Luanda uma rua chamada Rei Katyavala. Uma rua grande, importante, que corta a cidade. Começa no largo da Mutamba e eu nem sei onde acaba. Depois muda de nome. Volta e meia caio lá sem querer. Quando vejo, pumba. Errei o caminho e estou na Rua Rei Katyavala. Já aprendi até a consertar o erro, mas ainda não aprendi como evitá-lo.

Por causa da rua, me chamou a atenção a notícia que li em “O País” desta semana, segundo a qual o Conselho de Ministros de Angola teria aprovado a criação de seis universidades públicas, uma das quais, em Benguela, deverá se chamar “Rei Katiavala”.

Já que o Rei Katiavala toda hora está cruzando meu caminho, fui ao Google tentar apurar algo sobre ele. Não consegui grande coisa.

Katiavala foi o fundador do Reino do Bailundo, perto da cidade de Huambo. Os bailundos teriam habitado as vizinhanças do Rio Kuanza, perto de Luanda, até a derrota da Rainha Ginga pelos portugueses, liderados por Salvador Correia de Sá. O receio de represálias teria provocado a mudança do grupo para o planalto central de Angola.

No início o reino chamava-se Halavala, mas um encontro entre Katiavala e uma toupeira teria provocado a mudança de nome para Ombala-elundu. A toupeira é um animal que anda debaixo da terra, e para a tribo o seu aparecimento (fato raro) significaria prosperidade ou êxito. Em umbundo, “ombala” significa palácio e “elundu”, montanha. Com o tempo, Ombala-elundu virou Mbalundo, que virou Bailundo, que é Bailundu até hoje.

Zédu já se referiu ao Rei Katyavala como herói da pátria, mas não achei no Google nada sobre seus feitos, justificando a citação. Segundo uma notinha da www.angoladigital.net, o Ministério da Cultura prometeu empenhar-se na recolha de dados sobre ele, para permitir a edificação de “um monumento em homenagem ao soberano cujos feitos na luta de ocupação colonial são, até hoje, reconhecidos por todo o país”.

Vou aguardar. Por enquanto, o Rei Katyavala continua sendo para mim apenas uma rua de Luanda, onde me perco de vez em quando.





Resultado da pesquisa de imagens do Google para "rei Katiavala". Ele tem rua, edifício e vai ter uma universidade. Mas não consegui descobrir na net quais teriam sido os "seus feitos na luta contra a ocupação colonial".

Rapidinha no Supermercado

Atendendo a pedidos, Diário da África publicou outro dia uma nota sobre o custo de vida em Luanda.
É difícil de acreditar. Mesmo quem mora aqui às vezes não acredita.
Quarta-feira, depois do trabalho, dei uma passadinha rápida num supermercado a caminho de casa. Vapt-vupt.

Comprei:
- 460 g de alho
- 430 g de pimentão
- 900 g de limão
- 2 kg de abóbora

Total:
KWZ 2.028,90
ou
US$ 27,05
ou
R$ 59,51

É um mercadinho popular. Em outros estabelecimentos a conta poderia ter sido mais alta.